Sua liderança responde às necessidades do mundo moderno?
PANORANA GERAL
Um dos papéis de mais difícil adaptação às mudanças constantes e profundas que vivenciamos no mundo de hoje é o da liderança. Sua importância se revela não só para um trabalho em equipe sadio e produtivo como para o desempenho geral da organização e do ecossistema no qual se insere.
Podemos elencar alguns dos principais desafios para a liderança moderna:
- A transformação digital. A revolução tecnológica tem impactado todas as áreas de negócio, exigindo que os líderes compreendam e incorporem inovações como Inteligência Artificial, Big Data e automação.
- Gestão da diversidade e inclusão. A diversidade cultural e geracional dentro das empresas demanda uma liderança empática e inclusiva, capaz de valorizar diferentes perspectivas e promover um ambiente de trabalho harmonioso.
- Sustentabilidade e responsabilidade social. Empresas são cada vez mais cobradas por sua postura socioambiental, e os líderes precisam integrar a sustentabilidade à estratégia do negócio.
- Mudanças contínuas e incertezas. Em um mundo instável, líderes devem ser capazes de tomar decisões rápidas e assertivas, mesmo em cenários incertos.
O modelo clássico de liderança sempre esteve baseado na lógica que ficou conhecida como “comando e controle”. Porém, a adaptação à nova realidade mutante, requer que seja instituído um sistema de gestão menos hierarquizado e capaz de engajar mais colaboradores no processo de reflexão estratégica. As habilidades tradicionais não deixaram de ser importantes, porém é necessário agregar um novo conjunto de competências que contribuam para práticas mais afinadas com as demandas atuais.
É sobre esse assunto que trata o livro “Liderança Disruptiva” de Sandro Magaldi e José Salibi Neto. Os autores são pesquisadores de temas ligados à administração moderna, particularmente no contexto de um mundo global e exponencial.
Segundo eles, cabe ao líder a responsabilidade de estruturar um modelo que não leve a um processo decisório excessivamente lento e conservador, impedindo que a organização seja presa fácil de novos concorrentes, além de garantir maior proteção e menor exposição aos riscos.
Esse novo papel da liderança requer que os líderes se tornem conectores de várias faces de sua organização. O líder conector pratica a colaboração, a experimentação e o empreendedorismo, além de engajar todos os colaboradores com o mesmo propósito. Esse líder traduz a visão de uma sociedade interconectada e é estimulado a pensar em redes e a não fazer tudo sozinho. Em termos pessoais, trata-se de uma vigorosa combinação de curiosidade, autoconfiança, sociabilidade, gestão e humildade. Líderes conectores possuem a habilidade de unir todos em prol de um mesmo objetivo. Ele não apenas conecta os especialistas dentro da organização como também faz ligações adequadas dos talentos e das competências essenciais da companhia com o mercado consumidor.
NOVAS COMPETÊNCIAS DO LÍDER MODERNO
Segundo os autores citados, o líder conector possui várias facetas que, em conjunto, o tornam mais habilitado a lidar com os desafios modernos. Eis algumas dessas facetas:
- Ser líder exponencial. A principal responsabilidade do líder exponencial é capturar o futuro para o presente, ou seja, desenvolver um pensamento ambicioso orientado ao desenvolvimento de possibilidades que alavanquem o futuro do negócio, assim como implementar um sistema que coloque a organização à frente das próximas ondas evolutivas, mapeando possibilidades e perspectivas que gerem rupturas em seu setor de atuação e negócio.
- Ser líder algorítmico. Aquele que adapta com sucesso seu processo decisório, seu modelo de gestão e atuação à complexidade da era das máquinas. O modelo decisório clássico baseado em opiniões deve dar espaço para o modelo baseado em evidências.
- Ser líder arquiteto de negócios. Atua na construção de um ecossistema de negócios, onde atua para realizar parcerias estratégicas que visem aumentar a criação de valor de seus projetos, sempre tendo o cliente no centro de suas soluções.
- Ser líder ambidestro. Equilibra seu foco em atividades de natureza tática com as estratégicas.
- Ser líder colaborador. É a liga que une as visões funcionais com a visão integrada. Desenvolve uma estrutura organizacional colaborativa. Age constantemente para promover a visão da estratégia unificada do negócio.
- Ser líder comunicador. Entende que a comunicação é a tarefa mais importante do seu papel. Dedica-se à construção de um ambiente caracterizado pela transparência, em que todos tenham acesso a informações críticas do negócio. Estrutura um sistema formal de comunicação, definindo as bases de uma linguagem comum para toda a organização.
- Ser líder construtor de ambientes de aprendizado. Tem humildade para saber que necessita aprender continuamente para atualizar seu repertório. Incentiva o aprendizado de seus colaboradores.
- Ser líder sustentável. Entende que o papel de uma organização vai além da dimensão meramente financeira, mas envolve uma dimensão social na relação com todos os agentes com que interage. Promove o crescimento sustentável da organização. Articula a visão do propósito da empresa, que contempla seu papel inserido na sociedade com a estratégia de negócio. Entende que seu papel é empoderar as pessoas para que sejam capazes de empregar todo seu potencial.
CONCLUSÃO
A liderança no mundo atual exige muito mais do que conhecimento tradicional, ensinado pelas escolas de administração.
Naturalmente, avaliando todas as competências elencadas, parece que estamos exigindo que as lideranças sejam super-heróis ou heroínas. Na verdade, é difícil exercer o papel de liderança justamente pelo tipo der atuação exigido. A maior habilidade requerida é uma grande sensibilidade para saber como atuar em cada situação, sem perder o rumo maior.
Além disso, como defendem os autores do livro já citado, é preciso uma grande dose de coragem, que é a condição básica para a adoção de medidas práticas e concretas, a começar pela análise de como todo esse contexto se reflete em seu comportamento atual.
Vale lembrar ainda que o exercício da liderança não está circunscrito ao papel hierárquico que um indivíduo assume em sua trajetória pessoal, e sim ao fato de liderar situações particulares nas quais assume seu protagonismo. Assim, somos todos líderes em algum momento de nossas trajetórias.
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