Você é bom em construir equipes de sucesso?
PANORANA GERAL
Por que certos grupos se tornam mais fortes do que a soma de suas partes, enquanto outros se tornam mais fracos? É o que trata Daniel Coyle em seu livro “Equipes Brilhantes”. O autor escreveu best sellers sobre organizações de alta performance e foi consultor de empresas sobre esse assunto, tais como: Microsoft, Google dentre outras.
Segundo Coyle, a interação é um fator de grande importância nos grupos de sucesso. Nesses grupos, os participantes experimentam, arriscam e corrigem os resultados, o que os conduz a soluções mais eficazes. Na verdade, eles têm sucesso justamente porque trabalham juntos de uma maneira mais efetiva.
Daniel Coyle relata que as culturas dos grupos de performance avaliados por ele, são criadas por um conjunto específico de habilidades que se beneficiam do poder de nosso cérebro social para criar interações. Essas habilidades são:
1 – Construir segurança: explora como os sinais de conexão geram elos de pertencimento e de identidade;
2 – Compartilhar vulnerabilidades: explica como os hábitos de risco mútuo levam à cooperação confiante;
3 – Estabelecer propósito: revela como as narrativas criam metas e valores compartilhados.
CONSTRUIR SEGURANÇA
Pesquisas mostraram que os grupos que têm maior sucesso em experimentos controlados são aqueles nos quais seus membros se sentem mais seguros. A conclusão é que a segurança não é apenas o clima emocional, mas a verdadeira fundação sobre a qual se ergue uma cultura forte.
Para estabelecer conexões seguras, as pessoas se valem de deixas de pertencimento, que incluem, entre outras: proximidade, contato visual, energia, imitação, revezamento, atenção, linguagem corporal, tom de voz, coerência e interação visual no grupo. Essas deixas se somam para criar a mensagem “você está seguro aqui”.
O desempenho do grupo depende do comportamento que comunica uma ideia poderosa e de longo alcance: Estamos seguros e conectados.
COMPARTILHAR VULNERABILIDADES
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, compartilhar vulnerabilidades tende a estimular a cooperação e a confiança dentro de um grupo. Frases como: “Alguém tem ideias?” ou “Diga-me o que precisa e eu vou ajudar”, podem destravar a capacidade de desempenho de um grupo.
As pessoas tendem a pensar na vulnerabilidade de forma sentimental, mas não é o enfoque neste contexto, diz o professor de comportamento organizacional em Harvard, Dr. Jeff Polzer. Trata-se de enviar um sinal realmente claro de que o indivíduo tem vulnerabilidades e gostaria de receber ajuda. Uma troca compartilhada de fraquezas é a base para se construir cooperação e confiança. Trocas de vulnerabilidades funcionam como o caminho pelo qual a cooperação confiante é construída.
É fundamental que o líder seja o primeiro a se mostrar vulnerável e faça isso com frequência para que todo o grupo se sinta confiante.
ESTABELECER PROPÓSITO
Ter um propósito claro e bem definido pode ser o diferencial que impulsiona organizações e equipes a atingirem níveis superiores de excelência e engajamento.
O propósito é a razão de existir de um grupo, indo além do lucro ou da entrega de produtos e serviços. Ele responde à pergunta: “Por que fazemos o que fazemos?” Empresas com um propósito claro possuem uma identidade forte, o que gera maior conexão emocional entre colaboradores, clientes e stakeholders.
Além disso, elas também são mais inovadoras, resilientes e sustentáveis. Isso ocorre porque colaboradores que se identificam com o propósito da empresa tendem a se engajar mais, demonstrando maior comprometimento e criatividade na resolução de problemas.
ENCERRAMENTO
Retornando à pergunta inicial deste artigo, por que certos grupos se tornam mais fortes do que a soma de suas partes, enquanto outros se tornam mais fracos? A leitura do livro “Equipes Brilhantes” me leva a concluir que é considerar a essência do ser humano no centro das atenções.
Essas equipes têm sucesso não porque seus componentes são mais inteligentes, mas porque trabalham juntos de uma maneira mais inteligente.
A cultura de grupo é extremamente poderosa quando leva em consideração habilidades que se beneficiam do poder de nosso cérebro social para criar interações positivas. Como vimos no decorrer deste artigo, essas habilidades são prioritariamente: construir segurança, compartilhar vulnerabilidade e estabelecer propósito.
O estudo de Daniel Coyle concluiu ser crucial aos participantes do grupo demonstrarem serem falíveis, para construção de confiança e senso de pertencimento que levam a geração de uma cultura forte e uma equipe brilhante.
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