Você tem se preparado para envelhecer bem?

PANORANA GERAL

No último século passamos a viver mais. A descoberta de antibióticos e vacinas, o aumento de renda e escolaridade, as melhores condições de habitação e saneamento e, mais recentemente, a universalização da saúde, foram responsáveis por reverter os altos índices de mortalidade, segundo artigo publicado no site do Instituto de Longevidade MAG.

Há previsões de que num futuro não muito longínquo será muito mais fácil encontrar pessoas centenárias.

Mas, envelhecer ainda é um processo que remete à dependência, doenças, sofrimento, um futuro sombrio. E não precisa ser assim. É possível preparar-nos para trilhar um caminho diferente – com autonomia, saúde e bem-estar.

Segundo especialistas, 30% do nosso envelhecimento baseia-se na genética. O restante, os outros 70%, são consequência dos nossos comportamentos e do meio externo.

Acredito que ter uma vida longa é o desejo da maioria dos seres humanos. Mas, esse objetivo somente é verdadeiramente desejável se houver qualidade de vida, ou seja, se envelhecermos com mente sã em corpo são. Como obter essa qualidade para o nosso físico e nossa mente? Os itens mais mencionados em pesquisa que realizei estão citados neste artigo.

VIVER COM PROPÓSITO

Ter um plano de vida ou um motivo para acordar todos os dias é ponto importante para viver mais, segundo a ciência. Um dos estudos que comprovou isso foi conduzido por pesquisadores da University College London (Inglaterra), da Princeton University (EUA) e da Stony Brook University (EUA). Ao analisar 9.050 ingleses com idade média de 65 anos, durante oito anos e meio, a descoberta foi a seguinte: os que sentiam que aquilo que faziam realmente valia a pena tiveram 30% menos chances de morrer e viveram em média, dois anos mais dos que os demais.

Ken Mogi é um neurocientista e escritor japonês, que já publicou mais de cem livros, dentre eles “Ikigai – Os Cinco Passos para Encontrar seu Propósito de Vida e Ser Mais Feliz”. Segundo o autor, um bom ponto de partida para encontrar seu “ikigai” como forma de obter uma vida mais feliz é responder às perguntas: “Quais são meus valores mais sentimentais?” e “Quais são as pequenas coisas que me dão prazer?” A palavra ikigai consiste, literalmente, de “iki” (viver) e “gai” (razão). “Ikigai”, às vezes, é expresso como “o motivo para se levantar de manhã”. É o que dá uma motivação contínua para viver a vida.

A razão para o propósito ser um impulsionador para a longevidade sadia, é que os indivíduos que têm propósito, e não importa se é pessoal, familiar ou profissional, são mais motivados, felizes e possuem mais controle sobre suas emoções. Além disso, normalmente, levam uma vida mais saudável, apresentavam melhores índices metabólicos, têm o sistema imunológico mais fortalecido e melhor desempenho cerebral.

TER VIDA SOCIAL ATIVA

Conservar boas relações é uma atitude fundamental para viver mais tempo e com mais saúde. O ser humano não foi criado para ficar isolado e precisa de outras pessoas para a sua sobrevivência

De acordo com o Estudo de Desenvolvimento Adulto, realizado desde 1938 pela Universidade Harvard (EUA) e, atualmente, dirigido pelo psiquiatra Robert Waldinger, pessoas que interagem frequentemente com a família, os amigos e a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do que as que têm menos ligações.

Ao mesmo tempo, cidadãos que vivem mais isolados do que gostariam, além de serem menos felizes, têm a saúde e a função cerebral diminuídas mais cedo, resultando em vidas mais curtas. Sobre essa mesma questão, um estudo da Universidade Brigham Young (EUA) apontou que o isolamento social e a solidão estão associados a um aumento de 30% no risco de morte prematura.

Segundo artigo publicado no site VivaBem, cultivar amigos e ter relações familiares de qualidade promove uma rotina mais saudável, faz as pessoas se cuidarem mais e ter uma rede de apoio. Ainda reduz o risco de doenças, inclusive as psiquiátricas, como depressão, e contribui para a melhora da memória.

SER OTIMISTA

As questões psicossociais que promovem o envelhecimento saudável ainda não são totalmente conhecidas. Porém, uma pesquisa feita em conjunto pela Escola de Medicina da Universidade de Boston, Escola de Saúde Pública Harvard T.H., Instituto de Cuidados de Saúde Harvard Pilgrim e Escola de Medicina da Universidade de Harvard, todos dos Estados Unidos, constatou que existe relação entre otimismo e longevidade excepcional (viver mais de 85 anos).

No estudo, que analisou mais de 71 mil homens e mulheres durante 30 anos (1986 a 2016) e 10 anos (2004 e 2014), respectivamente, os otimistas tiveram vidas de 11% a 15% mais longas dos que os pessimistas, além de possuírem chance 50% a 70% maior de atingir 85 anos. Os resultados não sofreram alteração mesmo levando em consideração fatores como condição socioeconômica, doenças crônicas, escolaridade, comportamentos de saúde e integração social.

Segundo o VivaBem, não está claro como exatamente o otimismo ajuda as pessoas a alcançarem uma vida mais longa. O que se acredita que é esse atributo psicológico, caracterizado como a expectativa geral de que coisas boas aconteçam ou a crença de que o futuro será favorável, está relacionado a controlar melhor as emoções e comportamentos, a se recuperar de maneira mais eficaz de situações estressoras e dificuldades e a ter hábitos mais saudáveis.

FAZER EXERCÍCIOS

A perda de massa muscular (sarcopenia) é um processo natural que começa na idade adulta —após os 50 anos, estima-se que entre 1% e 2% de massa magra seja perdida anualmente. Recentemente, um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) constatou que a queda progressiva da composição corporal é mais um fator relacionado à longevidade. Os pesquisadores acompanharam um grupo de 839 idosos ao longo de quatro anos. Ao final, observaram que o risco de mortalidade geral durante o período foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular apendicular (localizada nos braços e nas pernas) e 11,4 vezes maior entre os homens.

Além de ser fundamental para a postura, o equilíbrio e o movimento, o que garante a independência e deixa as pessoas menos propensas a quedas, fraturas e outros traumas físicos, manter a musculatura ajuda a regular o nível de glicose no sangue e a temperatura corporal e produz mensageiros hormonais que promovem a comunicação com diferentes órgãos e influenciam respostas inflamatórias.

ALIMENTAR-SE DE FORMA SAUDÁVEL

O ideal para viver mais e com mais qualidade, adotar uma dieta equilibrada. Isso significa consumir todos os macronutrientes (proteína, gordura e carboidrato) e micronutrientes (vitaminas e minerais) que o corpo precisa e nas quantidades certas.

Nesse sentido, o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde em parceira com a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/ Organização Mundial da Saúde) e a USP, recomenda priorizar os elementos naturais e frescos, utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades, limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados.

Essa questão da alimentação saudável, inclusive, faz parte de muitos estudos sobre longevidade. Um desses trabalhos científicos, citados pela VivaBem, realizado pela Universidade Harvard, analisou mudanças na dieta de quase 74 mil pessoas durante 12 anos e constatou que mesmo pequenas alterações são suficientes para aumentar significativamente a expectativa de vida.

Os resultados mostraram que os indivíduos que passaram a comer melhor, ingerindo mais grãos integrais, frutas, vegetais e peixes, em especial os ricos ômega 3, reduziram entre 8% e 17% o risco de morte prematura por qualquer causa. Por outro lado, a piora da qualidade da dieta foi associada a um aumento na mortalidade de 6% a 12%.

CONCLUSÃO

Dan Buettner, explorador, educador, autor e produtor, é o orador de um dos TEDs mais vistos da história: “Como viver para ter mais de 100 anos”, no qual relata o estudo das “Zonas Azuis” do mundo, comunidades cujos idosos vivem com disposição e vigor até idades muito avançadas. Segundo o estudo, as características comuns a essas pessoas são: privilegiar a comunidade, fazer atividade física nas ações corriqueiras de seu cotidiano, possuir uma dieta equilibrada, ter espiritualidade e possuir um propósito de vida.

O importante é tratar esses pontos como uma poupança que fazemos para o futuro. O ser humano deve poupar na juventude para gastar na velhice. Funciona assim: você começa a investir em atitudes que lhe possibilitem guardar ativos para ter saúde, qualidade de vida, autonomia, independência e, também, reduzir o risco de desenvolver doenças comuns ao processo de envelhecimento. Além dos itens citados, devemos lembrar, dentre outros, de quesitos financeiros e educacionais, que podem ajudar a ter uma vida mais prazerosa.

Quer avaliar que itens deve trabalhar para viver mais e melhor?

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