Você está pronto para trabalhar no modelo “skill-based”?
PANORAMA GERAL
Uma pesquisa com 400 líderes de empresas brasileiras, denominada “Mind The Soft Gap” realizada em 2025 pela Afferolab, consultoria especializada em educação corporativa, constatou que RHs e CEOs precisam reavaliar suas estratégias de recrutamento, gestão e desenvolvimento de talentos frente à ascensão do modelo skill-based, que valoriza mais competências profissionais do que diplomas. Segundo Alessandra Lotufo, sócia e diretora da consultoria, o mercado brasileiro está sem dúvida absorvendo esse novo movimento, o que surpreendeu, pois “mostrou que nós estamos realmente alinhados com as tendências globais quando o assunto é trabalho”.
Ainda segundo Alessandra Lotufo, o modelo skill-based é um avanço que todas as organizações vão ter que realizar, pois é aquele que atende com mais flexibilidade e melhores resultados os desafios estratégicos das mudanças do mundo moderno. Ou seja, o comportamental passa a ser o centro das atenções das empresas.
Para maiores detalhes indico a reportagem da revista Você RH de 20/08/2025: “A ascensão do modelo skill-based no Brasil”.
REQUISITOS MODELO SKILL-BASED
Como apontado anteriormente, o modelo skill-based é caracterizado polo maior enfoque nas habilidades do profissional do que em seus diplomas. Porém, é necessário evitar-se uma confusão frequente: isso não necessariamente vai substituir a necessidade de diplomas. A obtenção de melhores recursos visando atender aos desafios dos problemas complexos da atualidade, pressupõe a escolha dentre aqueles que estudaram a fundo determinado assunto e, para isso, os cursos de graduação e pós-graduação continuam a ser grande manancial como fonte de profissionais com maior potencial. As micro certificações, características do skill-based agregam valor, mas não podem acontecer como único recurso. A inovação, grande requisito do movimento atual para as organizações, acontece baseada em conhecimentos profundos. Portanto, os dois movimentos são positivos para esse novo panorama que se apresenta.
O enfoque passa ser na resolução de problemas ao invés da antiga atuação baseada no “Job description”. O intuito é montar equipes com as melhores pessoas para resolver o problema que se apresenta. O olhar passa a ser sobre quais as competências o colaborador pode aportar ao grupo para resolver o desafio apresentado pela organização. Tratam-se de times multidisciplinares. Grandes empresas como o Google e a IBM já adotam esse modelo de trabalho.
COMPETÊNCIAS MAIS VALORIZADAS
As competências mais valorizadas segundo a pesquisa citada, são relacionadas com a parte racional e relacional dos funcionários. Raciocínio lógico, pensamento crítico, visão sistêmica e habilidades como maturidade e agilidade emocional das pessoas e o quanto elas conseguem trabalhar em rede colaborativa.
Avaliar quais competências desenvolver, vai depender de cada profissional em cada desafio que se apresentar. Segundo Alessandra Lotufo, no entanto, existem algumas qualidades básicas necessárias a boa performance em qualquer organização para atender aos desafios modernos. São elas:
- capacidade de ser político: saber quem são os influenciadores, os tomadores de decisão nas áreas envolvidas, que pontes utilizar para atingir mais rapidamente os objetivos, como se relacionar melhor com as áreas e pessoas utilizando seu capital político;
- capacidade de acompanhar o ritmo contemporâneo: agilidade baseada na avaliação do que é importante a curto, médio e longo prazos;
- autoconhecimento: avaliação das próprias forças e debilidades, visando ter flexibilidade em mudar seu modelo mental e, consequentemente, ter capacidade em aprender as novas habilidades requisitadas.
PRÉ-REQUISITOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO
Para adoção do modelo skill-based, faz-se necessário a implementação de avaliações de habilidades comportamentais de forma estruturada. Tudo começa pelo estabelecimento das competências da própria organização, descendo-se até o nível de quais são as competências necessárias por desafio estratégico definido. No final, obtém-se uma série de comportamentos observáveis por tipo de problema.
Tudo isso só reforça a necessidade de upskilling da força de trabalho, como já vem apontando o Fórum Econômico Mundial. É necessária uma requalificação em massa para adaptação ao mercado que se apresenta a partir do avanço tecnológico. Agilidade e aprendizado contínuo são competências imprescindíveis no mundo atual e vieram para ficar. Nesse contexto, deve-se utilizar a inteligência artificial para aliviar as atividades mais operacionais e permitir a concentração no aprendizado das competências mais estratégicas, como: interpretação de dados, pensamento crítico e entendimento sistêmico.
O PAPEL DA LIDERANÇA
As lideranças devem se preocupar com a construção de vínculos de qualidade com seus colaboradores, sejam eles funcionários ou não.
O líder deve ser a bússola que identifica onde cada colaborador se encontra e para onde deve seguir. Cabe a ele juntar os objetivos estratégicos da empresa e de sua área com a equipe que vai encarar esse desafio e ser capaz de avaliar o desenvolvimento de competências pelos subordinados.
Também deve ser considerado que mais diversidade nas equipes será um requisito chave para atingimento da ambição desejada, pois ajuda a quebrar o modelo mental visando entender outros tipos de problemas que não eram resolvidos anteriormente.
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