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	<title>criatividade &#8211; HumanaGente</title>
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	<description>Coaching Pessoal e Profissional</description>
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	<title>criatividade &#8211; HumanaGente</title>
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		<title>Como você lida com insubordinados?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:22:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PANORAMA GERAL Sem os pensadores de ideias irreverentes, que desafiaram o status quo, o mundo e a humanidade não teriam dado os grandes saltos de evolução que nos fizeram chegar até os dias de hoje. Se avaliarmos Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Marie de Curie ou Mahatma Gandhi, dentre outros, podemos observar que...]]></description>
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<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Sem os pensadores de ideias irreverentes, que desafiaram o <em>status quo</em>, o mundo e a humanidade não teriam dado os grandes saltos de evolução que nos fizeram chegar até os dias de hoje. Se avaliarmos Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Marie de Curie ou Mahatma Gandhi, dentre outros, podemos observar que na sua origem eram considerados “fora” do sistema, “descolados”, insubordinados. Todos praticaram a dissidência de forma a superar o medo e a desconfiança para substituir ideias comumente aceitas por algo diferente que permitiu construir pensamentos e sociedades que funcionassem melhor para o maior número de pessoas possível.</p>



<p>É desse tema que trata o livro “A Arte da Insubordinação” de Todd B. Kashdan, no qual se baseia este artigo. Segundo Kashdan, a insubordinação de princípios é um tipo de não conformidade destinado a melhorar a sociedade com uma quantidade mínima de danos secundários. Insubordinados com princípios procuram criar impulso para ideias dignas e importantes. Existe diferença entre a insubordinação imprudente e a de princípios. Se você está contribuindo para a sociedade a partir de um lugar de autenticidade, considere sua rebeldia como princípio. Porém, por mais importantes que sejam as ideias inconformistas, os insubordinados não podem esperar que o mundo os receba de braços abertos. Pelo contrário, se você é um rebelde de princípio, esteja preparado para muita contestação.</p>



<p><strong>TENDÊNCIA À CONFORMIDADE</strong></p>



<p>O primeiro grande desafio dos insubordinados é superar a resistência interna do ser humano às mudanças. Além disso, somos criaturas tribais que podem sacrificar as novas propostas pela afiliação a grupos. O pensamento tribal nos leva a aplicar uma “penalidade de novidade” aos pensadores de ideias diferentes.</p>



<p>Nas últimas décadas, psicólogos sociais e acadêmicos de outras disciplinas registraram o quão poderosa é nossa tendência à conformidade. Os cientistas investigaram a dinâmica emocional específica que nos leva a realizar atos idiotas e autodestrutivos para sermos amados.</p>



<p>Segundo Kashdan, devemos considerar quatro “impulsionadores” psicológicos que alimentam nossa conformidade voluntária:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Sentimo-nos tranquilos pela familiaridade do <em>status quo</em>.</li>



<li>Diante das ameaças sistêmicas, esquecemos nossas críticas e aumentamos o apoio ao <em>status quo.</em></li>



<li>Nos sentimos dependentes do <em>status quo</em>. Defendemos o status quo porque o grupo do qual fazemos parte satisfaz nossas necessidades básicas de nos sentirmos compreendidos, validados e competentes.</li>



<li>Mesmo vivendo situações negativas, o ser humano costuma manter a esperança de dias melhores à frente. Quando nos sentimos esperançosos, não vamos apenas tolerar o sistema existente, mas aceitá-lo, defendê-lo, justificá-lo e protegê-lo.</li>
</ol>



<p>É da natureza humana consentir com práticas e crenças de longa data e amplamente aceitas. Os pretensos insubordinados entre nós devem reconhecer essa realidade para que possam lidar com ela e, finalmente, superá-la. O restante de nós também deve manter a mente aberta ao lidar com dissidentes, para que possamos superar nossa resistência interna à mudança e apoiar o progresso.</p>



<p><strong>IMPORTÂNCIA DE TERMOS INSUBORDINADOS NOS GRUPOS</strong></p>



<p>Devemos considerar que a própria presença de inconformistas nos empurra para a frente, mesmo quando discordamos deles e mesmo que as soluções propostas por eles estejam erradas. A insubordinação de princípios torna os indivíduos mais racionais e os grupos mais criativos e produtivos.</p>



<p>Algo especial acontece quando temos pelo menos um dissidente em nosso meio. Não se adota o padrão robótico de presumir que o dissidente está certo. Em vez disso, o grupo se sente motivado a contemplar uma questão com mais cuidado e considera que o dissidente pode ter boas razões para defender uma posição contrária.</p>



<p>Além disso, a presença de insubordinados de princípios fomenta a criatividade. A criatividade não é um dom inato. É uma forma de pensar. Interagir regularmente com aqueles que têm visões inconformistas nos leva a uma mentalidade criativa. Com os rebeldes expondo abertamente visões alternativas e impopulares, os grupos se tornam melhores do que a soma de suas partes.</p>



<p>Por tudo que foi falado, vemos a importância de trazer dissidentes para o convívio em nossas equipes. Ao se expor ao ponto de vista de um dissidente, as pessoas se abrem para testar a realidade e levantar questões sobre seus próprios pontos de vista. Com rebeldes exibindo visões alternativas e impopulares, um grupo reduz seu viés de confirmação e aumenta a produção criativa.</p>



<p>Torne a receptividade seu padrão. Você não precisa concordar com todos os inconformistas por aí. Apenas ouça-os em vez de expressar suas velhas opiniões como um monólogo.</p>



<p>Quer aceitar melhor insubordinados de princípio ou ser mais aceito quando você for um dissidente?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você tem conseguido gerar novas ideias?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 18:51:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[austin kleon]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[roubar como um artista]]></category>
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					<description><![CDATA[PANORAMA GERAL Nossa vida cotidiana é marcada por uma agenda cheia, com compromissos constantes e pouco tempo para pausa ou relaxamento. Vivemos num mundo acelerado e barulhento que nos incita a permanecermos com os mesmos comportamentos automáticos para darmos conta de tudo o que há para fazer. Essa característica da modernidade trabalha contra o fomento...]]></description>
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<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Nossa vida cotidiana é marcada por uma agenda cheia, com compromissos constantes e pouco tempo para pausa ou relaxamento. Vivemos num mundo acelerado e barulhento que nos incita a permanecermos com os mesmos comportamentos automáticos para darmos conta de tudo o que há para fazer. Essa característica da modernidade trabalha contra o fomento do pensamento criativo justamente quando a geração de novas ideias é cada vez mais requisitada.</p>



<p>Segundo artigo publicado nem 09/04/24 o site da Época Negócios, denominado “<em>Demanda </em><em>por criatividade está em alta: saiba como se tornar um líder mais inventivo e formar times inovadores</em>”, uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial publicada em maio/23 sobre o futuro do emprego detectou que o pensamento criativo era uma das qualidades mais procuradas pela maioria das empresas (quase 60% delas o consideram uma habilidade central para sua força de trabalho), ficando atrás apenas do pensamento analítico (com quase 70% de votos). Os autores da pesquisa revelaram ainda que a demanda por pensamento criativo está crescendo mais rápido que a do pensamento analítico. “Isso reflete a crescente importância da resolução de problemas complexos no mercado de trabalho”, afirma o relatório. De acordo com o estudo, feito com 11 milhões de funcionários de 800 organizações do mundo inteiro, 73,2% das empresas apontaram o pensamento criativo como a habilidade cuja demanda mais vai crescer nos próximos cinco anos.</p>



<p>Muitas pessoas acreditam não possuir a capacidade de serem criativas, mas os estudos recentes mostram que todos têm essa competência, pois nascemos com o potencial para criatividade. Basta observar crianças brincando para verificar o quanto somos naturalmente criativos. Com o crescimento e as restrições sociais, o ser humano vai diminuindo a geração de soluções criativas, o que diminui sua capacidade de utilização dessa competência quando adulto. Nesse contexto, surge a necessidade de resgatar a nossa criatividade, que passa a ser um “convite da vida a voltarmos a ser humanos”, afirma Murilo Gun, graduado em administração de empresas e com MBA em Gestão de Negócios, artista e professor de criatividade.</p>



<p>Além desse aspecto, existe ainda um viés ancestral na economia de sua utilização. Segundo a neurocientista Ana Carolina Souza, da Casa do Saber, a criatividade é uma habilidade humana que exige muita energia do nosso cérebro, pois este, apesar de pesar algo em torno de 1,5 kg, consome cerca de 20% de toda a energia produzida pelo nosso corpo. O ser humano, intuitivamente, tende a agir de forma a economizar energia, liberando-a para atividades de subsistência como, no caso de nossos ancestrais, correr de predadores. Temos hábitos arraigados para concretizar essa economia: eu não preciso pensar qual a melhor maneira de me levantar e fazer o café da manhã de todo dia, isto está automatizado em meu comportamento. Porém, a capacidade criativa exige ter e usufruir de novas ideias, saindo do ciclo “automático” da rotina. Ou seja, teremos que dispor de mais energia que o usual ao nos dedicarmos a processos criativos.</p>



<p>COMO FOMENTAR A CRIATIVIDADE</p>



<p>Há muita literatura a respeito, mas achei particularmente interessante o livro “Roube como um Artista” escrito por Austin Kleon. O autor escreveu também o livro de poemas Newspaper Blackout e seu trabalho tem sido destaque no The Wall Street Journal. Ele fala sobre criatividade e arte para organizações como TEDx, The Economist, entre outras.</p>



<p>Segundo Kleon, as ideias não vêm do nada. Todo trabalho criativo é construído sobre o que veio antes. Nada é totalmente original. O segredo é abraçar a influência ao invés de fugir dela e tentar criar algo novo. Cada ser humano é constituído pela soma das influências recebidas e o mesmo funciona com suas ideias. O que devemos fazer é capturar o maior número de ideias boas das pessoas com as quais nos relacionamos ou conhecemos e criar um reservatório delas, o que nos ajudará a criar uma nova boa ideia.</p>



<p>O conceito não é sobre plágio ou roubo literal, mas sobre como absorver influências e transformá-las em algo novo e pessoal. Aqui estão alguns princípios para &#8220;roubar como um artista&#8221;:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Colecione Influências: Estude e colecione trabalhos de artistas, escritores, músicos e criadores que você admira. Veja o que os inspiraram e como eles abordaram seus projetos.</li>



<li>Faça Conexões: Misture e combine ideias de diferentes fontes. A criatividade muitas vezes surge da junção de conceitos que, à primeira vista, parecem desconexos.</li>



<li>Adapte e Reinterprete: Use o que você aprendeu e adapte as ideias ao seu próprio estilo. Não se trata de copiar diretamente, mas de reinterpretar e transformar.</li>



<li>Construa Sobre o Que Já Existe: Grande parte da inovação vem de construir sobre o trabalho de outros. Muitos artistas e criadores famosos foram influenciados por seus predecessores e contemporâneos.</li>



<li>Seja Autêntico: Mesmo quando você está se inspirando em outros, adicione seu toque pessoal. A originalidade não vem da criação de algo completamente novo, mas da maneira como você interpreta e executa suas ideias.</li>



<li>Não Tenha Medo de Experimentar: Teste novas abordagens e técnicas que você descobriu em seu processo de inspiração. A experimentação é crucial para encontrar sua própria voz.</li>



<li>Dê Crédito Adequado: Quando for apropriado, reconheça e dê crédito às influências e fontes que ajudaram a moldar seu trabalho. Isso não só é ético, mas também mostra respeito por quem o inspirou.</li>
</ol>



<p>Esses princípios ajudam a desmistificar o processo criativo e mostram que a inspiração e a influência são partes naturais e valiosas da criação.</p>



<p>PROCESSO CRIATIVO</p>



<p>Segundo os estudiosos, o processo criativo engloba as seguintes etapas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Preparação. Quantidade de experiências e conhecimentos que possuo e que estarão disponíveis para o processo criativo. Representa o nosso repertório. Quanto maior o repertório, mais amplo será o espaço de possibilidades criativas.</li>



<li>Incubação.&nbsp; Trata-se de uma etapa inconsciente do processo. São os momentos de relaxamento, de abstração. Nesses momentos, as conexões cerebrais continuam acontecendo e, assim, tem-se o terreno fértil para a geração de novas ideias.</li>



<li>Iluminação. É quando identificamos a nova ideia no plano consciente. É o momento “Eureka!”.</li>



<li>Implementação. Trata-se de colocar a ideia em prática.</li>
</ul>



<p>Na etapa de preparação é fundamental para a aquisição de repertório explorar o mundo. Nossa casa representa nossa zona de conforto, o que é muito legal. Mas, seu cérebro fica estagnado quando você passa muito tempo num mesmo lugar, seguindo a mesma rotina. Viajar, por exemplo, faz o mundo parecer novo, e quando o mundo parece novo, nosso cérebro se torna muito mais criativo.  Aumente seu repertório através de viagens, passeios, leituras de livros, cursos, enfim, explore o mundo de todas as maneiras que puder.</p>



<p>Também devemos estar atentos ao excesso de trabalho. Ironia das ironias, a sobrecarga de trabalho pode diminuir a criatividade e a produtividade, já que a pressão e o estresse frequentemente bloqueiam o pensamento criativo. Aquele “clic” acontece quando estamos vivendo momentos de relaxamento na etapa de incubação. Permita-se descansar, tenha hobbies, curta a vida e, assim, seja mais criativo!</p>



<p>Quer avaliar ações para fomentar sua criatividade?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você tem dado prioridade ao ócio como forma de fomentar sua criatividade?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2024 12:59:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[motivação]]></category>
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					<description><![CDATA[PANORAMA GERAL Ao contrário do que deveria ser, o mundo pós-moderno nos obriga a alocar um tempo demasiado grande nas atividades laborais. Hoje é muito comum observarmos pessoas que começam a trabalhar logo cedinho e que não têm horário para parar. Posso falar com conhecimento de causa, pois eu mesma fui alguém que costumava trabalhar...]]></description>
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<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Ao contrário do que deveria ser, o mundo pós-moderno nos obriga a alocar um tempo demasiado grande nas atividades laborais. Hoje é muito comum observarmos pessoas que começam a trabalhar logo cedinho e que não têm horário para parar. Posso falar com conhecimento de causa, pois eu mesma fui alguém que costumava trabalhar doze ou até quatorze horas por dia. Isso parece incongruente na medida em que as operações estão cada vez mais automatizadas, o que deveria dar um “refresco” aos trabalhadores para poderem viver em equilíbrio, ou seja, vida pessoal e profissional em harmonia.</p>



<p>Também é um fato que cada vez mais organizações exigem de seus colaboradores a criatividade como uma competência das mais relevantes, pois esta é a base da inovação, requisito necessário à sobrevivência das empresas em geral.</p>



<p>Essas duas constatações, porém, não estão em convergência. Quanto maior e mais “burocrática” for sua carga de trabalho, menos espaço para a potencialização da sua criatividade.</p>



<p><strong>O ÓCIO CRIATIVO</strong></p>



<p>Neste contexto, a grande referência vem do livro “O Ócio Criativo” do sociólogo do trabalho italiano Domenico de Masi, o qual recomendo e no qual é baseado este artigo. Considero o livro ainda muito atual, apesar de sua primeira edição ser publicada em 1.995, pois as circunstâncias descritas pelo autor quanto ao aumento da carga de trabalho e necessidade de maior criatividade, somente foram potencializadas com o passar dos anos.</p>



<p>Segundo De Masi, as atividades humanas são divididas em três elementos: trabalho, estudo e jogo:<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%93cio_Criativo#cite_note-2"></a></p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Trabalho: é a execução das funções necessárias ao cumprimento de uma tarefa.</li><li>Estudo: é a obtenção de conhecimento através do aprendizado constante, utilizando vários recursos disponíveis, como o uso da internet, por exemplo.</li><li>Jogo: é o espaço lúdico de lazer, brincadeira e convivência que deveria estar presente em qualquer atividade que se faça. É a forma de evitar a mecanização do trabalho, dando-lhe &#8220;alma&#8221;.</li></ol>



<p>Para De Masi, estamos caminhando em direção a uma sociedade fundada não mais no trabalho, mas no tempo vago, pois as pessoas têm uma maior perspectiva de vida e se aposentam proporcionalmente mais cedo. Além disso, os seres humanos fazem menos coisas com as mãos e mais coisas com o cérebro, ao contrário do que acontecia até agora, por milhões de anos. Como já citado anteriormente, dentre as atividades que realizamos com o cérebro, as mais apreciadas e valorizadas pelo mercado de trabalho são aquelas com maior grau de criatividade, porque mesmo as intelectuais, quando são repetitivas, podem ser delegadas às máquinas. A principal característica da ação criativa é que ela praticamente não se distingue do jogo e do aprendizado, sendo que quando trabalho, estudo e jogo coincidem, estamos diante do “ócio criativo”.</p>



<p><strong>CARACTERÍSTICA DO TRABALHO NO MUNDO PÓS-INDUSTRIAL</strong></p>



<p>Existe um hábito, que se consolidou ao longo dos anos por parte dos executivos de “colarinho branco”, de permanecer no escritório muito mais tempo do que aquele estritamente necessário, mesmo quando não são remunerados pelas horas extras.</p>



<p>Esses trabalhadores intelectuais, em vez de reduzirem progressivamente o próprio horário de expediente ou de, ao menos, largarem o serviço pontualmente, permanecem nas empresas gratuitamente, todos os dias, muitas horas a mais do que as previstas no contrato de trabalho. Depois de um certo período, esse tempo a mais se torna uma exigência não contratual por parte do empregador e, o que é pior, torna-se também uma dependência psicológica do empregado que, com isso, sacrifica o convívio com a família e o lazer.</p>



<p>Por outro lado, o que mais se solicita de trabalhadores intelectuais são ideias e, conforme defende De Masi, quanto menos se sai da empresa, quanto mais se permanece trancafiado lá dentro, menos se recebe estímulos criativos, gerando-se, portanto, menos ideias: eis o círculo vicioso!</p>



<p><strong>COMO FOMENTAR CRIATIVIDADE</strong></p>



<p>Para De Masi, se diminuíssem a carga de trabalho de seus funcionários, as empresas seriam mais criativas, mais produtivas e reduziriam as despesas. Os trabalhadores teriam mais tempo disponível para a vida pessoal, revitalizariam seus relacionamentos com a família, com o bairro, com a cultura e alimentariam a própria criatividade.</p>



<p>Uma parte de nosso tempo livre deveria ser dedicada a nós mesmos, ao cuidado com nosso corpo e nossa mente. Uma outra parte deveria ser dedicada à família e aos amigos. Deveríamos dedicar uma terceira parte à coletividade, contribuindo para sua organização civil e política. Cada cidadão deveria dosar estas três partes em medidas adequadas, de acordo com sua vocação pessoal e sua situação concreta.</p>



<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p>Num país de tantas desigualdades como o Brasil, parece utopia falarmos em ócio criativo, mas parte da solução começa com o reconhecimento de que as atividades ditas intelectuais requerem uma nova abordagem, contemplando menos horas de trabalho. Hoje, exige-se mais tempo dos trabalhadores ativos e dispensa-se muitos funcionários, gerando-se mais trabalhadores desempregados ou subempregados.</p>



<p>Tudo poderia começar com os “trabalhadores intelectuais”, que deveriam reorganizar as próprias vidas, reconhecendo a falácia que os faz pensar serem eternos e adiar continuamente para a velhice o momento de aproveitar a família e então achar um <em>hobby</em> que lhes deem prazer. É necessário começar a cultivar a própria vida interior, no lugar de somente a carreira que um dia terá fim.</p>



<p>Devemos estar atentos, porém, com a idolatria do ócio, pois, segundo o próprio De Masi, existe um ócio dissipador, alienante, que faz com que nos sintamos vazios, inúteis, nos faz afundar no tédio e nos subestimar. O ócio criativo é aquele no qual a mente é muito ativa, que faz com que nos sintamos livres, fecundos, felizes e com crescimento.</p>



<p>Quer avaliar maneiras de fomentar sua criatividade e reavaliar sua forma de trabalhar?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você está preparado para lidar com a Inteligência Artificial?</title>
		<link>https://humanagente.com.br/2023/07/30/voce-esta-preparado-para-lidar-com-a-inteligencia-artificial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 12:14:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O mundo hoje vive um momento no qual aquilo que era tipicamente exclusivo do ser humano – a inteligência – passa a ser compartilhado com as máquinas, principalmente através da Inteligência Artificial. Essa tecnologia já é uma realidade para um conjunto enorme de funções; estamos acostumados ao contato com ela nos atendimentos telefônicos, ao utilizarmos...]]></description>
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<p>O mundo hoje vive um momento no qual aquilo que era tipicamente exclusivo do ser humano – a inteligência – passa a ser compartilhado com as máquinas, principalmente através da Inteligência Artificial. Essa tecnologia já é uma realidade para um conjunto enorme de funções; estamos acostumados ao contato com ela nos atendimentos telefônicos, ao utilizarmos serviços de trajeto e geolocalização, ao obtermos sugestões baseadas em nossos próprios gostos sobre qual filme ou série assistir, isso para mencionarmos apenas alguns exemplos. O fato é que nunca mais o pensamento será uma exclusividade humana, tal como foi desde o início dos tempos até agora.</p>



<p>Apenas para tangibilizar a velocidade da expansão dessa tecnologia, é importante notarmos que o ChatGPT, a mais conhecida IA do momento, foi lançada pela OpenAI em 30/11/22 e em 5 dias mais de 1 milhão de pessoas já haviam interagido com ela.  Em janeiro/23 possuía 100 milhões de usuários, sendo classificada como a ferramenta digital com a maior adesão em massa da história (o TikTok, que agora ocupa o 2º. Lugar, havia levado 9 meses para atingir essa marca e o Instagram demorou cerca de 2 anos). O sucesso do ChatGPT explica-se por sua capacidade de combinar informações e entregar diversos conteúdos com alto nível de detalhe e compreensão, como se fosse realmente uma conversa com um ser humano.  A Microsoft mais do que depressa adquiriu a OpenAI e já adicionou o <em>chat</em> em seu buscador.</p>



<p>Muitas outras Inteligências Artificiais estão sendo lançadas, caracterizando um novo caso de crescimento exponencial na transformação digital. Vejamos alguns exemplos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A Microsoft lançou o COPILOT capaz de resumir as principais ideias de uma reunião, criar uma proposta, uma apresentação, uma planilha;</li><li>O Google anunciou o lançamento de aproximadamente 20 produtos utilizando IA em 2023, dentre eles está o BARD, um concorrente do ChatGPT que integrará o mecanismo de busca do Google e realizará tarefas semelhantes ao COPILOT;</li><li>O MIDJOURNEY é capaz de transformar textos em imagens, sendo a mesma funcionalidade do FIRELY, lançado pela Adobe.</li></ul>



<p>Não podemos esquecer que, no mundo corporativo, várias empresas têm todo seu modelo de negócios baseado em IA, tais como: Amazon, Spotify, Netflix, dentre outras.</p>



<p>&#8220;<em>A Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel cada vez mais importante em nossa sociedade moderna. Essa tecnologia revolucionária está presente em diversas áreas, desde assistentes virtuais em smartphones até sistemas complexos de tomada de decisão em setores como medicina e finanças. No entanto, assim como qualquer avanço tecnológico, a utilização da IA também apresenta uma série de prós e contras. Neste artigo, vamos explorar alguns dos principais aspectos positivos e negativos da aplicação da Inteligência Artificial.</em></p>



<p><strong><em>Prós:</em></strong><em></em></p>



<p><strong><em>Eficiência e Produtividade:</em></strong><em> A IA é capaz de realizar tarefas repetitivas e monótonas com precisão e rapidez, o que aumenta significativamente a eficiência e a produtividade em várias indústrias. Isso libera os profissionais para se concentrarem em tarefas mais complexas e criativas.</em></p>



<p><strong><em>Tomada de Decisão Baseada em Dados:</em></strong><em> A IA pode analisar grandes quantidades de dados em um curto período de tempo e identificar padrões e tendências que seriam difíceis de serem percebidos por seres humanos. Isso permite uma tomada de decisão mais informada e estratégica.</em></p>



<p><strong><em>Personalização e Recomendações:</em></strong><em> A IA é amplamente utilizada em sistemas de recomendação, como em plataformas de streaming e comércio eletrônico. Ela pode entender os interesses e preferências individuais dos usuários, fornecendo recomendações personalizadas, melhorando assim a experiência do cliente.</em></p>



<p><strong><em>Assistência em Saúde:</em></strong><em> A IA tem o potencial de revolucionar a medicina, auxiliando médicos em diagnósticos mais precisos, análise de exames e tratamentos personalizados. Isso pode levar a melhores resultados para os pacientes e reduzir os erros médicos.</em></p>



<p><strong><em>Contras:</em></strong><em></em></p>



<p><strong><em>Desigualdade e Viés:</em></strong><em> Os algoritmos de IA são alimentados com dados históricos, que muitas vezes refletem desigualdades sociais existentes. Isso pode levar a decisões discriminatórias e reforçar viés racial, de gênero ou socioeconômico se não for tratado de forma adequada.</em></p>



<p><strong><em>Perda de Empregos:</em></strong><em> À medida que a IA automatiza tarefas anteriormente realizadas por humanos, pode levar à perda de empregos em determinadas indústrias, aumentando o desemprego e criando desafios econômicos e sociais.</em></p>



<p><strong><em>Riscos à Privacidade e Segurança</em></strong><em>: A coleta e o processamento massivo de dados pela IA podem resultar em violações de privacidade e riscos de segurança. Dados sensíveis podem ser mal utilizados ou cair em mãos erradas, o que pode ter consequências graves para os indivíduos e organizações.</em></p>



<p><strong><em>Falta de Transparência</em></strong><em>: Em alguns sistemas de IA, os algoritmos são tão complexos que é difícil entender como eles chegam a certas decisões. Isso pode levantar preocupações sobre a falta de transparência e responsabilidade em casos de erros ou decisões prejudiciais.</em></p>



<p><strong><em>Dependência Tecnológica: </em></strong><em>A dependência excessiva da IA pode tornar a sociedade vulnerável a falhas técnicas e a problemas imprevistos quando a tecnologia não funciona conforme o esperado.</em></p>



<p><em>Em conclusão, a Inteligência Artificial oferece uma série de benefícios, impulsionando a eficiência, inovação e avanços em várias áreas. No entanto, a sua adoção também vem acompanhada de desafios significativos, como questões éticas, desigualdades e riscos à privacidade. Portanto, é essencial abordar essas preocupações com responsabilidade e regulamentação adequada para garantir que a IA seja usada para o bem-estar da sociedade como um todo.</em>&#8220;</p>



<p>Vale notar que todo texto apresentado acima em <em>itálico</em> <em>e entre aspas</em> foi gerado pelo próprio ChatGPT, quando solicitei “Escrever um artigo com prós e contras na utilização de Inteligência Artificial”. É interessante notar como a IA está “consciente” de seus pontos negativos.</p>



<p>Para corroborar um aspecto apresentado pela própria ferramenta quanto a substituição de mão de obra, vejamos a  notícia publicada no site da Exame em 14/07/23, com a estimativa de que 300 milhões de empregos em todo o mundo, serão automatizados de alguma forma pelo uso de Inteligências Artificiais. Além disso, segundo o site do Estadão, o relatório “Inteligência Artificial e Empregos” divulgado em 11/07/23 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que 27% dos empregos dos países do grupo são de profissões com alto risco de automatização pela inteligência artificial. No documento, a organização defende que os membros precisam agir agora com políticas que lidem com os riscos da inteligência artificial para o mercado de trabalho e que é necessário coletar melhores dados sobre o uso da tecnologia para entender quais trabalhos mudarão, quais serão criados ou desaparecerão e como as habilidades necessárias estão mudando.</p>



<p>Fiz outro questionamento ao ChatGPT: “Devemos acreditar em tudo que a IA nos diz?”. Eis a resposta: <em>“Não, definitivamente não devemos acreditar em tudo que a Inteligência Artificial (IA) nos diz. Embora a IA seja uma tecnologia poderosa e útil em muitos aspectos, ela tem suas limitações e pode cometer erros. Aqui estão algumas razões pelas quais não devemos aceitar cegamente tudo o que a IA nos diz:</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Viés e Discriminação: Os algoritmos de IA são construídos com base em dados históricos, e esses dados podem refletir preconceitos e desigualdades presentes na sociedade. Isso significa que a IA pode reproduzir e ampliar esses vieses em suas decisões e recomendações, levando a resultados discriminatórios ou injustos.</em></li><li><em>Falta de Contexto: A IA pode ser excelente em tarefas específicas, mas muitas vezes falta-lhe a compreensão completa do contexto e da complexidade humanos. Isso pode levar a respostas imprecisas ou inadequadas, especialmente em situações em que a análise contextual é crucial.</em></li><li><em>Erros e Limitações Técnicas: Os algoritmos de IA podem cometer erros, especialmente quando se deparam com situações inesperadas ou fora dos dados com que foram treinados. Eles também têm suas limitações, não sendo capazes de prever todas as variáveis possíveis.</em></li><li><em>Falta de Transparência: Em algumas aplicações de IA, como redes neurais profundas, os algoritmos são tão complexos que é difícil entender exatamente como eles chegaram a uma determinada conclusão. Isso levanta preocupações sobre a falta de transparência e dificuldade em explicar as decisões da IA.</em></li><li><em>Manipulação de Dados: A IA pode ser influenciada por dados falsos ou manipulados, o que pode levar a resultados enganosos e decisões erradas.</em></li></ul>



<p><em>Portanto, é essencial manter uma postura crítica em relação às informações fornecidas pela IA. Em vez de aceitar cegamente seus resultados, é importante verificar, questionar e validar as informações sempre que possível. A IA pode ser uma ferramenta poderosa para auxiliar na tomada de decisões, mas não deve ser considerada uma fonte infalível de verdade absoluta. Devemos usá-la com sabedoria, levando em conta suas limitações e aplicando julgamento humano para garantir que suas recomendações e conclusões sejam realmente úteis e precisas.</em>&#8220;</p>



<p>Segundo reportagem da revista VC S/A de julho/23, um americano entrou na justiça buscando indenização contra a Avianca após um funcionário da companhia aérea ter esbarrado nele com o carrinho de serviço. Em suas argumentações, o advogado do reclamante citou uma série de outras decisões como precedentes para ratificar a ação de seu cliente, como “Martinez vs. Delta Air Lines” e “Zicherman vs. Korean Air Lines”. Quando os representantes do departamento jurídico da Avianca procuraram tais processos, não os encontraram, justamente porque não existiam: o advogado fez sua pesquisa via ChatGPT e a IA havia inventado as jurisprudências!</p>



<p>Em artigo publicado pelo site da Folha de São Paulo, em 24/07/23, o jornalista Joel Pinheiro da Fonseca relata que muito em breve será possível fazer um filme do zero, gerado inteiramente por IA, que seja indistinguível de um filme com atores reais (sobre isso indico o primeiro episódio da mais recente temporada de &#8220;The Black Mirror&#8221;). E, se é possível usar a voz e imagem de pessoas reais para encenar obras de ficção que eles nunca encenaram, é possível também usar sua imagem para atribuir-lhes falas e atos que nunca praticaram, com a intenção de enganar a opinião pública.</p>



<p>Esses exemplos nos mostram como é importante ter pensamento crítico ao receber uma resposta da IA ou entramos em contato com notícias para separar <em>fake news</em> da realidade. Checar as informações virou condição fundamental para vivermos no mundo de interações e comunicações tão diversas.</p>



<p>Fiz, ainda, mais uma provocação à IA questionando: “Para qual tipo de trabalho a IA NÃO poderá substituir os humanos?” E a resposta foi: “<em>Embora a Inteligência Artificial (IA) tenha avançado significativamente e continue a transformar várias áreas de trabalho, há certos tipos de empregos e tarefas em que os seres humanos ainda têm uma vantagem insubstituível sobre a IA. Isso ocorre principalmente porque esses trabalhos exigem habilidades e características exclusivamente humanas. Alguns exemplos incluem:</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Trabalhos Criativos: Atividades que envolvem criatividade e imaginação são difíceis de serem replicadas pela IA. Trabalhos como escritores, artistas, designers e músicos exigem a capacidade de criar conceitos originais, expressar emoções e pensamentos únicos que são inerentes aos seres humanos.</em></li><li><em>Cuidados e Relações Humanas: Trabalhos que exigem empatia, compaixão e interações sociais profundas estão fora do alcance da IA. Profissões como enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e conselheiros dependem da capacidade humana de compreender e responder às necessidades emocionais de outras pessoas.</em></li><li><em>Tomada de Decisões Éticas e Morais Complexas: Situações que requerem julgamento ético e moral, especialmente em circunstâncias ambíguas, exigem a sabedoria e a consciência humana para ponderar as complexidades e tomar decisões ponderadas.</em></li><li><em>Trabalhos Altamente Criativos e Inovadores: Áreas que necessitam de inovação radical e pensamento &#8220;fora da caixa&#8221;, como pesquisa avançada, descobertas científicas e desenvolvimento de novas tecnologias, dependem do pensamento humano criativo e da curiosidade intelectual.</em></li><li><em>Ensino e Educação: A relação de aprendizado e ensino é intrinsecamente humana. Professores e educadores têm o poder de inspirar, motivar e se adaptar às necessidades individuais dos alunos de maneira personalizada, o que é desafiador para a IA replicar completamente.</em></li><li><em>Criatividade na Solução de Problemas: Trabalhos que exigem criatividade na resolução de problemas, especialmente em situações imprevisíveis e não estruturadas, são difíceis de serem automatizados pela IA, já que ela se baseia em dados e padrões históricos.</em></li><li><em>Atividades Físicas e Tarefas Manuais Complexas: Embora a automação esteja substituindo algumas tarefas manuais repetitivas, trabalhos que requerem habilidades físicas altamente complexas e adaptáveis, como algumas atividades na indústria de construção e resgate, ainda são mais bem realizados por seres humanos.</em></li></ul>



<p><em>Em resumo, a IA tem um potencial significativo para otimizar e melhorar muitos aspectos de nossas vidas e trabalho. No entanto, certas características humanas, como criatividade, empatia, ética, adaptabilidade e intuição, são exclusivas e tornam certos trabalhos imunes à substituição completa pela IA. A interação entre a IA e as habilidades humanas é, portanto, o futuro que provavelmente veremos, onde a colaboração e complementação entre humanos e máquinas podem levar a resultados ainda mais notáveis.</em>&#8220;</p>



<p>Até a própria IA reconhece que a melhor qualificação para nos diferenciarmos de forma contundente das máquinas é a habilidade de sermos criativos. A lógica criativa, ou seja, a lógica do imprevisível, é dificilmente passível de ser colocada num algoritmo, razão pela qual é o ponto onde o ser humano deve investir para ter um território não ocupado pela Inteligência Artificial. A criatividade será a competência humana mais valorizada pelo mercado de trabalho, uma vez que não envolve apenas a capacidade de se ter boas ideias, mas encontrar formas inovadoras e eficientes de resolução de problemas.</p>



<p>Podemos concluir que a IA chegou para ficar e que irá, sim, substituir muitos trabalhadores nos próximos anos. É necessário absorvermos a mudança e nos adaptarmos a ela, nos qualificando no entendimento e utilização da tecnologia e no desenvolvimento de habilidades características dos seres humanos, como relacionamentos interpessoais e criatividade.</p>



<p>Quer desenvolver suas competências de relacionamento e criatividade?</p>



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		<title>Você consegue pensar como um cientista de foguetes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 12:07:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cientista de foguetes]]></category>
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		<category><![CDATA[ozan varol]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos nós enfrentamos no nosso dia a dia problemas complexos e desconhecidos. A resolução desses obstáculos pressupõe a utilização de pensamento crítico e de criatividade, duas habilidades muito aclamadas mas difíceis de encontrar, motivo pelo qual são tão procuradas pelo mercado de trabalho. O pensamento crítico é a opinião fora da manada, que implica em...]]></description>
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<p>Todos nós enfrentamos no nosso dia a dia problemas complexos e desconhecidos. A resolução desses obstáculos pressupõe a utilização de pensamento crítico e de criatividade, duas habilidades muito aclamadas mas difíceis de encontrar, motivo pelo qual são tão procuradas pelo mercado de trabalho.</p>



<p>O pensamento crítico é a opinião fora da manada, que implica em não seguir cegamente líderes de ocasião. Quando você concordar totalmente e sempre com alguma liderança, comece a se sentir desconfortável e verifique se não está faltando análise isenta em suas atitudes. É necessário avaliar as questões objetivamente, filtrando preconceitos e permitindo diversas perspectivas. Uma grande vantagem do pensamento crítico é que ele pode melhorar a criatividade, o que implica em dar soluções inesperadas e eficientes para as questões que requeiram alguma resposta.</p>



<p>Dado esse contexto, como entender melhor os requisitos para tais habilidades? Como se exercitar e beneficiar delas? Uma abordagem bem peculiar foi a exposta no livro “Pense como um Cientista de Foguetes”, de Ozan Varol. O autor é um turco que se mudou para os Estados Unidos para se formar em astrofísica pela Universidade de Cornell e, então, trabalhou na equipe operacional do projeto <em>Mars Exploration Rovers</em> da NASA em 2003. Além disso, estudou direito e é professor da Faculdade de Direito Lewis &amp; Clark. Seus artigos aparecem em periódicos como Wall Street jornal, Newsweek, BBC, Time, CNN, Washington Post, Slate e Foreign Policy.</p>



<p>Varol nos relata que pensar como um cientista de foguetes é enxergar o mundo através de uma lente diferente. Os cientistas de foguetes imaginam o inimaginável e resolvem o que a princípio não tem solução, transformam derrotas em triunfos e restrições em vantagens, além de enxergar reveses como quebra-cabeças que têm solução em vez de bloqueios intransponíveis. Eles não são movidos pela convicção cega, mas pelo autoquestionamento; seus objetivos não são resultados de curto prazo, mas descobertas a longo prazo. Eles sabem que as regras não são fixas, que o padrão pode ser alterado e que um novo caminho pode ser traçado.</p>



<p>Vamos examinar neste artigo, algumas características dos cientistas de foguetes, relatadas pelo referido autor, que podem ser utilizadas para o desenvolvimento de nosso pensamento crítico e criativo, retirando as lições tanto positivas como negativas do mundo da exploração espacial e trazendo-as para o nosso cotidiano.</p>



<p>Um dos enfoques necessários a quem deseja ter a efetividade de pensamento de um cientista de foguetes é abraçar a incerteza. Todos nós fomos programados para ter medo do incerto, pois nossos antepassados tinham receio do desconhecido para não virar comida de tigres-dentes-de-sabre e aqueles com essa característica viveram o suficiente para transmitir seus genes até nós. O problema do mundo moderno, segundo Bertrand Russel, é que “os burros têm certezas, ao passo que os inteligentes têm muitas dúvidas”. Se explorarmos apenas caminhos já trilhados e se evitarmos jogos que não sabemos jogar, permaneceremos no mesmo lugar. A incerteza faz parte do processo e é, na verdade, essencial ao progresso.</p>



<p>Outro pensamento para quem deseja avançar na obtenção de sucesso em qualquer projeto são as ideias em princípios básicos. O crédito para esse conceito se deve a Aristóteles, que o definiu como “a base pela qual uma coisa é conhecida”. O filósofo e cientista francês René Descartes o descreveu como um questionamento sistemático de tudo o que for possível questionar até que tenhamos apenas verdades inquestionáveis. Os princípios básicos nos levam às soluções mais simples, sem confundir simplicidade com facilidade. É como diz aquela frase muito citada: “Se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta menor.” A virtude de efetuar cortes nos leva de volta ao começo para encontrar o original.</p>



<p>A próxima atitude desejada a quem deseja pensar como um cientista de foguetes é a realização de experimentos mentais. Há registros de experimentos mentais pelo menos desde a Grécia antiga. Por mais incrível que pareça, podemos fazer descobertas apenas pensando: apenas você e sua imaginação. Einstein disse: “O puro pensamento pode entender a realidade.”  Os pensamentos podem refutar um argumento, mostrar por que uma coisa vai ou não vai funcionar, e iluminar o caminho à frente – tudo sem um experimento físico. Para se aprimorar em experimentos mentais devemos focar em recuperar nossa curiosidade infantil de forma a estimular a originalidade. Além disso, e ao contrário do que a vida moderna parece exigir de nós, devemos usufruir do ócio como forma de cristalizar novos conhecimentos fomentando nossa habilidade em resolver problemas de forma criativa.</p>



<p>Uma ideia chave para a realização de experimentos mentais segundo Varol é a obtenção de repertório. A vida não é compartimentalizada em silos. Não aprendemos muito comparando coisas similares, mas o senso comum nos leva a comparar laranjas com laranjas e não com maçãs, no entanto, é mais fácil pensar fora da caixa quando exercitamos nossa criatividade com várias caixas. A criatividade combinatória obriga a nos expor a um grande leque de ideias, enxergar o similar em coisas diferentes e combinar maçãs e laranjas para criar uma fruta nova. Quanto mais amplo for seu repertório de conhecimentos aleatórios, mais interessante será o resultado se suas criações. Por isso, pegue uma revista ou livro de um assunto sobre o qual você não sabe nada. Participe de uma conferência de outra indústria. Cerque-se de pessoas de profissões, históricos e interesses diferentes. Enfim, permita-se conhecer coisas novas para ter ideias criativas.</p>



<p>Além disso tudo é importante ter pensamento divergente, que é uma maneira de gerar ideias diferentes com mente aberta e de forma livre. No pensamento divergente não focamos nas restrições, nas possibilidades ou no orçamento. O objetivo é criar um conjunto de opções – boas e ruins – sem julgá-las prematuramente, limitá-las ou escolher entre elas. Para ativá-lo, precisamos desligar o pensador racional que existe em nós – o pensamento convergente. Somente depois de ter ideias malucas podemos adaptá-las à realidade utilizando o pensamento convergente: passando do idealismo ao pragmatismo.</p>



<p>As descobertas, ao contrário da sabedoria popular, não começam com uma resposta inteligente. Elas começam com uma pergunta inteligente. Da próxima vez que se sentir tentado a resolver um problema, tente descobrir primeiro qual é o problema. Pergunte-se: “Estou fazendo a pergunta correta? Se eu trocasse de ponto de vista, como o problema mudaria? Como posso formular a pergunta em termos de estratégia em vez de táticas? Enfim, chegar à verdadeira questão para a qual procuramos uma solução.</p>



<p>Outro ponto a considerar é o autoconhecimento que permite reconhecer nossos preconceitos de forma a poder analisar as opções de forma isenta e sem viés. Antes de anunciar uma hipótese, pergunte-se: “Quais são minhas preconcepções?”. Verifique, ainda, se quer que determinada hipótese seja a escolhida e, se sim, tenha cuidado, pois  quando gostamos de algo ou alguém, tendemos a ignorar suas falhas. Para se certificar de que não nos apaixonaremos por uma única hipótese, é melhor criar várias e o ideal é que as hipóteses criadas entrem em conflito umas com as outras.</p>



<p>Somos programados para ter medo do fracasso. Mas, no mundo moderno a tendência natural de evitar o fracasso é uma receita para a derrota. Por trás de cada foguete não lançado, cada quadro não pintado, cada projeto não iniciado, cada livro não escrito e cada canção não cantada está o intimidador medo do fracasso. No outro extremo, temos uma espécie de endeusamento do fracasso, defendido pelo Vale do Silício, que também não é desejável, pois, segundo Varol a ideia de falhar rápido é enganosa uma vez que o foco deveria estar no aprendizado com os erros e não no erro em si. O objetivo não deve ser falhar rápido, mas aprender rápido. Não aprendemos a andar na primeira tentativa; nós caímos várias vezes e, com cada queda, nossos corpos aprendiam o que fazer e o que não fazer: ao aprender a não cair, aprendemos a andar. O fracasso é o portal da descoberta, da inovação e do sucesso a longo prazo. No entanto, a maioria das organizações sofre de amnésia coletiva em relação aos seus fracassos. Os erros permanecem ocultos porque os funcionários têm muito medo de compartilhá-los, uma vez que somente o sucesso é incentivado e, normalmente, o erro é punido. É necessário implementar segurança psicológica para que as pessoas não tenham receio de errar e tenham coragem de relatar os erros, com os respectivos aprendizados.</p>



<p>Pensar como um cientista de foguetes implica em ser ao mesmo tempo racional e criativo, focado e abrangente, reconhecer todo o histórico das conquistas anteriores e tratar cada projeto como o primeiro de forma a obter soluções peculiares e simples. Tudo isso é importante também na experiência  em qualquer empreendimento e pode ser aplicado para melhoria de nossa capacidade de resolução de problemas e visão de mundo em geral.</p>



<p>Quer desenvolver suas aptidões de pensamento crítico e criatividade?</p>



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		<title>Você se desconecta de quem pensa diferente de suas opiniões?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2022 18:22:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[repertório]]></category>
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<p>Podemos dizer que os tempos atuais nos trouxeram grandes desenvolvimentos capazes de propiciar uma vida em comunidade mais cômoda e feliz, mas, ao mesmo tempo, constatamos um fenômeno triste que é a briga por opiniões, chegando muitas vezes às vias de fato. Não se trata de uma maior discussão de ideias, mas da não aceitação de posições divergentes, que ocorre muitas vezes sem ouvir os motivos e explicações do outro. Pesquisa Reuters/Ipsos de janeiro/2017 verificou que um em cada seis americanos parou de falar com um parente ou amigo próximo por causa da eleição norte-americana de 2016. Não tenho conhecimento de igual investigação no Brasil, mas pelo que observo os números podem ser equivalentes.</p>



<p>&nbsp;O problema atual de muitos países, e talvez do mundo, é o cultivo da “Cultura do Desprezo”. Os cientistas sociais definem o desprezo como a raiva misturada com a repulsa. &nbsp;Nas palavras de Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, o desprezo é a “pura convicção de que o outro não vale nada”. Temos hoje normalmente as pessoas divididas em dois lados polarizados: cada um acha que é movido pela benevolência, ao passo que o outro lado é mau e motivado pelo ódio. Dessa maneira, nenhum dos lados está disposto a negociar ou fazer concessões. Isso se aplica aos republicanos e democratas nos EUA, aos palestinos e israelenses ou aos bolsonaristas e petistas no Brasil.</p>



<p>Arthur C. Brooks é professor de Políticas Públicas e de Negócios da Harvard University, além de colunista do jornal “The Washington Post, e escreveu o livro “Ame seus inimigos: Como as pessoas decentes podem salvar a civilização da cultura do desprezo”, o qual indico para quem desejar se aprofundar no tema deste artigo. Segundo ele, acreditar que seu inimigo é motivado pelo ódio leva ao desprezo. O desprezo busca exilar os diferentes depreciando, humilhando e ignorando.</p>



<p>Segundo a Associação Americana de Psicologia, a sensação de rejeição, que uma pessoa vivencia após ser tratada com desprezo, “aumenta a raiva, a ansiedade, a depressão, o ciúme e a tristeza” e “reduz o desempenho em tarefas intelectuais difíceis”. O desprezo não é danoso apenas para a pessoa que é maltratada, ele também é danoso para a pessoa que despreza, porque isso faz com que secretemos dois hormônios do stress – o cortisol e a adrenalina. A consequência de secretar constantemente esses hormônios – o equivalente de viver sob stress constante e significativo – é assustadora, chegando a diminuir a perspectiva de vida.</p>



<p>Ainda segundo Brooks, nossa cultura, especialmente nossa cultura política está tomada pelo desprezo. Por outro lado, pesquisas mostram não ser isso que a grande maioria de nós quer: viver em constante estado de ódio e divergências. Porém, como um alcoólatra que deseja parar de beber e não consegue, pessoas cedem ao hábito ao participarem do ciclo de desprezo na maneira como tratam os outros. Fazemos de tudo para confirmar o viés de que os caras do outro lado não apenas estão errados como são burros e maus. Conhecendo a nossa fraqueza, líderes divisivos de cada lado buscam poder e fama, alimentando a discórdia e colocando cada vez mais uma facção contra a outra.</p>



<p>As mídias sociais intensificam nosso vício ao permitir que vivamos dentro de “bolhas” nas quais todos pensam da mesma maneira. Segundo a Brookings Institution, o usuário médio do Facebook tem cinco amigos que pensam como ele para cada amigo do outro lado do esprectro político. Os pesquisadores da Universidade da Geórgia mostraram que os usuários do Twitter têm poucas chances de serem expostos a conteúdos de outra ideologia porque os indivíduos que eles seguem são politicamente homogêneos. Até mesmo no mundo dos aplicativos de paquera, os estudiosos descobriram que as pessoas se distinguem com base em afiliações políticas. Essas empresas nos dão plataformas em que somos expostos apenas àqueles que pensam parecido e onde se pode esconder no anonimato para fazer comentários odientos e virulentos aos que pensam diferente. Ou seja, paramos quase inteiramente de interagir com indivíduos que têm perspectivas contrárias.</p>



<p>As pessoas não estão mais construindo pontes. Passamos direto pelas perguntas que nos ajudariam a conhecer a história do outro e, em vez disso, olhamos os pontos de maior diferença e desacordo.</p>



<p>Há indícios de que, à medida em que fiquemos menos expostos a pontos de vistas opostos, perdemos nossas competências lógicas de seres humanos, levando a opiniões binárias extremas: “estou completamente certo, por isso você está completamente errado”.</p>



<p>Como descobriram os neurocientistas da Universidade Emory, a cooperação social ativa as partes de nosso cérebro associadas ao processamento de recompensas e vivenciar a exclusão ou a rejeição aciona os centros de dor. </p>



<p>Temos nos dias de hoje uma comunidade menos colaborativa e, portanto, mais infeliz. </p>



<p>Se quisermos mais unidade e menos desprezo precisamos sair da nossa zona de conforto, ir aonde não somos bem-vindos, e passar o tempo conversando e interagindo com pessoas que discordamos – não quanto a coisas leves como esportes e comida, mas quanto a questões morais difíceis. Deve-se estar atento, porém, que unidade não significa necessariamente concordância, o que se precisa é uma discordância respeitosa.</p>



<p>As pessoas que discordam de nós não são necessariamente imorais, elas simplesmente têm valores morais diferentes. Saber disso nos ajuda a evitar emitir pronunciamentos absolutos em questões que não são nada mais do que diferenças de opiniões honestas e legítimas, assim reduzindo o nosso desprezo pelos outros.</p>



<p>Para ser uma pessoa com mais repertório e argumentos <strong><u>não</u></strong> devemos ficar onde todo mundo concorda, pois assim nossas ideias nunca serão questionadas e as pessoas que discordam serão caladas aos gritos. Nem assistir exclusivamente a um canal de televisão que só diga o que se concorda ou ler um jornal com as mesmas opiniões. Isso tudo tornará nossas ideias fracas e medíocres, não fortes e seguras. Diversidade é o segredo para o enriquecimento das ideias e dos ideais, donde se conclui que construir pontes é importante porque exige que vejamos e reconheçamos a humanidade da outra pessoa, mesmo que não concordemos totalmente com ela. Isso significa ir a lugares fora de nossos círculos tradicionais e fazer o esforço de conhecer aqueles indivíduos com valores distintos. É difícil, não apenas porque precisamos encontrar os diferentes, mas também porque devemos ouvir e discutir com respeito.</p>



<p>Brooks propõe em seu livro algumas regras para subverter a cultura do desprezo hoje reinante:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Enfrente o sistema. Recuse-se a ser usado pelos poderosos.</li><li>Fuja da bolha. Vá a lugares aos quais não é convidado e diga coisas que as pessoas não esperam. (tvs, rádios, livros podcasts). Para obter o contraditório, você terá que visitar outras bolhas, que não a sua.</li><li>Diga não ao desprezo. Trate os demais com amor e respeito, mesmo quando for difícil. Seu desprezo impossibilita que qualquer pessoa seja convencida, porque nunca ninguém jamais foi convencido por insultos. Além disso, você pode estar errado ao presumir que não é possível argumentar com certos indivíduos; é preciso tentar.</li><li>Discorde melhor. Faça parte de uma competição saudável de ideias.</li><li>Desligue-se: desconecte-se de debates improdutivos. Passamos muito tempo dedicados ao mau combate. Temos que otimizar nosso tempo escolhendo campos salutares de discussão e aprendizado.</li></ol>



<p>Questionado por Arthur Brooks sobre o que fazer quando se sente desprezo, o Dalai Lama, seu mentor, respondeu: “Pratique a compaixão”.</p>



<p>Deseja se conhecer melhor para poder entrar em círculos diversos e praticar discussões enriquecedoras?</p>



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		<title>Você incentiva seu pensamento criativo?</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 19:31:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sociedade tem mudado mais rapidamente do que sempre aconteceu devido a globalização, a ascensão da internet, das mídias sociais e de aplicativos oriundos dessas revoluções. Muitas empresas nem perceberam as transformações a tempo de se adaptar como a Kodak, a Blockbuster ou a BlackBerry, que foram praticamente extintas por não se adequarem às novidades....]]></description>
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<p>A sociedade tem mudado mais rapidamente do que sempre aconteceu devido a globalização, a ascensão da internet, das mídias sociais e de aplicativos oriundos dessas revoluções. Muitas empresas nem perceberam as transformações a tempo de se adaptar como a Kodak, a Blockbuster ou a BlackBerry, que foram praticamente extintas por não se adequarem às novidades. Assim como as pessoas jurídicas, também os indivíduos devem se ajustar às modificações sob pena de não atenderem às necessidades do mercado de trabalho e até de não corresponderem às novas formas de relacionamentos sociais.</p>



<p>Segundo pesquisa realizada pelo <em>Linkedin</em>, o mercado está em busca de profissionais que consigam compatibilizar habilidades socioemocionais com competências mais técnicas e que sejam, acima de tudo, criativos para resolver os desafios de um mundo em constante evolução. Trata-se de fomentar a capacidade de descartar ideias confortáveis e de nos acostumarmos à ambiguidade e à contradição, a qualidade de superar posturas mentais e reestruturar as perguntas que formulamos, o talento de abandonar nossas suposições arraigadas e nos abrirmos para novos paradigmas, a propensão a confiar tanto na imaginação quanto na lógica, a possibilidade de gerar e integrar uma grande variedade de ideias, além da vontade de experimentar e saber como lidar com o erro. Trata-se de um leque de talentos diversificados, mas que podem ser resumidos como pensamento criativo, flexível ou elástico.</p>



<p>Todos possuímos a competência de sermos criativos. Acontece que em alguns ela está mais desenvolvida porque eles conseguem manter a espontaneidade infantil. O cientista George Land realizou um teste de criatividade com diferentes faixas etárias, de crianças a partir de 5 anos à adultos maduros, e concluiu que 98% dos pequenos eram extremamente criativos, ao passo que apenas 2% dos adultos demostraram usar sua capacidade criativa. Importante destacar que a criatividade não é um dom e sim uma habilidade inata que pode e deve ser desenvolvida, além de ser uma ótima ferramenta para solução de problemas. Picasso já reconhecia que todas as crianças nascem artistas e que o problema é como continuar a sê-lo quando crescem. Daí vem a máxima, cada vez mais difundida na atualidade, a qual afirma: “o adulto criativo é a criança que sobreviveu”. Dentro de todos nós há redes neurais de uma criança brincalhona e imaginativa e de um adulto racional e autocensurado, cabe a nós ponderarmos os dois lados e utilizá-los de forma mais adequada a cada situação.</p>



<p>É neste contexto que recomendo o livro “Elástico: Como o pensamento flexível pode mudar nossas vidas” de Leonard Mlodinow, doutor em física pela Universidade da Califórnia. Nesta obra o autor explora as origens do pensamento e os divide segundo suas características e utilizações.</p>



<p>Segundo Mlodinow, para resolver seus problemas, os humanos dispõem de três modos para o processamento de informações, cada um mais sofisticado que o outro: roteirizado, analítico e elástico. O primeiro modo se destina a problemas simples e costumeiros. Visando a economia de energia, sempre que possível, nosso cérebro prioriza o uso do processamento roteirizado tanto nas ações como nas respostas às interações sociais. Isto significa que a atuação em “piloto automático” é maior do que se pensa.</p>



<p>Quando nos colocamos acima dos roteiros fixos, a categoria seguinte de pensamento é o analítico. Tendemos a valorizá-lo por ser lógico e objetivo, isento das distorções dos sentimentos humanos e, portanto, propenso à exatidão. Esse tipo de pensamento é utilizado para resolver tipos de problemas conhecidos, por já sabermos como abordá-los e fornecer-lhes uma solução. Trata-se do pensamento linear, executado passo a passo.</p>



<p>No extremo oposto está o pensamento flexível ou elástico, que é útil ao tratarmos de situações com as quais nunca nos deparamos ou quando algo mudou. Este tipo de pensamento é mais complexo que o analítico justamente por agregar um componente emocional para sua realização.  Ninguém resolve enigmas ou tem novas ideias com uma abordagem linear passo a passo. Não foi assim que J. K. Rowling criou o mundo de Harry Potter ou que Santos Dumont inventou o avião. É o nosso pensamento flexível e não supervisionado que nos proporciona os inesperados <em>insights</em> e novas maneiras de observar as situações que esses tipos de realização produzem. Sobrevivemos como espécie superior justamente por causa do pensamento flexível, pois o homem das cavernas teve que utilizar muitas soluções criativas para resolver os desafios de um mundo pré-histórico com perigos constantes.</p>



<p>O pensamento flexível é o que nos confere a capacidade de resolver novos problemas e superar barreiras neurais e psicológicas que nos impedem de enxergar para além da ordem existente. Ao contrário do pensamento analítico, o pensamento flexível é um modo não linear de processamento em que múltiplas linhas de pensamento são seguidas em paralelo.&nbsp; Mais motivado pela emoção, o pensamento flexível se presta sob medida para integrar diversas informações, resolver enigmas e encontrar novas abordagens para problemas desafiadores. Possibilita ainda que consideremos ideias incomuns ou até mesmo bizarras, alimentando nossa criatividade (que também requer pensamento analítico, para entender e explorar essas novas ideias).</p>



<p>Ainda segundo Mlodinow, o primeiro passo para melhorar tanto o pensamento analítico quanto o flexível é tornar-se mais consciente ao utilizarmos roteiros automáticos e descartá-los quando eles não forem os mais adequados. Somente alguém autoconsciente pode interromper um roteiro automático que não seja apropriado.</p>



<p>Mas, a ação automática pode liberar nosso pensamento para outras coisas. Quando você não está concentrado em alguma tarefa, por exemplo, quando faz algo sem pensar, como dirigir um carro, é aí que sua mente se encontra mais livre para voar. É por isso que nesses momentos você cria ideias ativamente. Embora alguns possam considerar improdutivo “não fazer nada”, a falta de períodos ociosos é ruim para o bem-estar, pois o tempo ocioso permite que a mente entenda o que vivenciamos ou aprendemos recentemente. Os processos associativos do pensamento flexível não prosperam quando a mente consciente está em estado de concentração. A mente relaxada explora novas ideias enquanto a mente ocupada procura as ideias mais conhecidas, em geral as menos interessantes.</p>



<p>É irônico, mas os avanços tecnológicos que tornam o pensamento flexível cada vez mais essencial também reduzem a probabilidade de nos envolvermos nele.&nbsp; E assim, se quisermos exercitar o pensamento flexível exigido pelo ritmo acelerado do nosso tempo, precisamos lutar contra as constantes intrusões e encontrar ilhas de tempo para desligar.</p>



<p>A teórica política Hannah Arendt definiu os “pensamentos cristalizados” como ideias e princípios profundamente arraigados que desenvolvemos muito tempo atrás e deixamos de questionar. Pessoas que funcionam sob os ditames de pensamentos cristalizados podem ser eficientes processadores de informação, mas aceitam cegamente ideias que se encaixam em seus pensamentos cristalizados e resistem a aceitar as que não se encaixam, mesmo quando comprovadas por todas as evidências. Nosso desafio é desligar esse modo operacional mental e reexaminar nossos “pensamentos cristalizados”. Hannah Arendt chamou o tipo de pensamento em que nos envolvemos para ir além dos pensamentos cristalizados de “pensamento crítico”.&nbsp;</p>



<p>Um dos benefícios colhidos por corporações que buscam incentivar a diversidade dentre seus colaboradores é que a mera presença de pessoas com outros pontos de vista cria um espírito que estimula a libertação de suposições e expectativas profundamente arraigadas, promove análises de novas opções e leva a tomadas de decisão mais abalizadas, construindo uma atmosfera em que as pessoas respondem melhor à mudança.</p>



<p>Segundo Mlodinow, outra forma de desenvolver o pensamento elástico é fomentar as emoções positivas. A emoção negativa cria um foco instantâneo em alguma resposta comportamental específica, estreitando o escopo de possibilidades que os filtros cognitivos deixam passar.&nbsp; Ou seja, o mau humor desestimula o pensamento flexível. Com o bom humor é diferente: as emoções positivas nos estimulam a criar relacionamentos, expandir nossa rede de apoio, explorar o ambiente e nos abrirmos para absorver informações. Essas atividades reduzem o estresse e é a razão por que uma postura feliz contribui para a sobrevivência e a longevidade.</p>



<p>Existem empresas nas quais a liderança pensa ser seu papel gerar ideias para que seus colaboradores executem. Esse tipo de relação é ultrapassado e limita a criatividade e a inovação, preciosidades muito procuradas atualmente, mas mortas pela raiz quando não se incentiva a liberdade de criação. Para que isso aconteça, é necessário formar um ambiente que aceite a falha: para uma ideia dar certo, muitas outras podem dar errado e cada erro não pode ser punido, transformando-se em ofensor da criatividade e da iniciativa. Nosso cérebro está constantemente tendo ideias novas, se colocarmos uma censura no processo, muitas boas ideias serão descartadas ou inibidas no nascedouro.</p>



<p>Dentro de cada um de nós existem dois pensadores distintos, um lógico e um sonhador, competidores de cuja luta emergem nossos pensamentos e ideias. Nosso sucesso acontece com a capacidade de alterar os modos de acordo com a necessidade e esse é o motivo pelo qual ambos devem ser fomentados pois, como disse o escritor Vladimir Nabokov, “A chave do sucesso é ter a imaginação de um cientista e a precisão de um poeta”.</p>



<p>Quer fomentar seu pensamento elástico?</p>



<p>Entre em contato:</p>



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<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você consegue enxergar o não óbvio?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2022 17:07:13 +0000</pubDate>
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<p>Segundo o que nos conta Rohit Bhargava, curador de tendências, especialista em marketing, <em>storyteller</em>, professor na Universidade de Georgetown e autor de seis livros <em>best-sellers</em> do <em>Wall Street Journal</em>, é muito difícil enxergar o que ninguém mais vê. Num mundo de mudanças exponenciais as empresas, os profissionais e os empreendedores que perceberem as tendências e construírem novas ideias para lidar com elas irão alçar voos que outros não conseguem.</p>



<p>Não se trata necessariamente de um dom, pois enxergar o não óbvio pode ser uma questão de aprendizado e treino. Vamos avaliar alguns conselhos dados por Bhargava em seu livro “Não Óbvio”, o qual recomendo aos interessados em conhecer tendências e desejosos em desenvolver a habilidade de descobrir e explorar o que não é evidente.</p>



<p>Nossa mente capta muito mais informações do que processamos normalmente. Se não descartarmos os pensamentos que vêm de forma acidental, podemos atiçar nossa criatividade e achar soluções muito proveitosas. Bhargava nos relata a história ocorrida no meio da década de 1980, quando a ideia de uma das marcas mais conhecidas do mundo ganhou vida em uma caminhada de um hotel a um centro de convenções em Milão. Howard Schultz estava em uma exposição comercial representando a Starbucks que, na época, fornecia equipamento doméstico de alta qualidade para o preparo de café. A caminho da convenção, Schultz ficou espantado com a quantidade de lojas de expresso italiano. Esses estabelecimentos ofereciam às pessoas um terceiro lugar para reuniões – além da casa e do trabalho. Quando voltou a Seattle, ele convenceu os proprietários da Starbucks a criar uma cafeteria varejista semelhante na cidade. Anos mais tarde, comprou a marca e a tornou mundial. Tudo isso começou com um momento aleatório que Schultz poderia ter deixado passar. É fácil perder ideias acidentais porque muitas vezes elas parecem distrações irrelevantes e, em algumas ocasiões, podem ser. O problema é que elas não vêm rotuladas de um jeito ou de outro. A única maneira de você se abrir ao acaso é recebendo a distração.</p>



<p>Outro ponto a considerar é a necessidade de explorarmos o desconhecido, o que também pode ser rejeitado por nossa mente, pois, como explica a Neurociência, somos projetados para seguir hábitos em segurança.  Como exemplo, verificamos que, apesar de um universo de opções de mídia em constante expansão, temos a tendência de assistir aos mesmos programas, visitar os mesmos sites e ler os mesmos jornais e revistas, porque encontramos conforto no que é rotineiro. Mas, para desenvolvermos a visão não óbvia, temos que nos deslocar intencionalmente para destinos incomuns, sejam eles ali na esquina ou do outro lado do mundo. Um desvio para o desconhecido significa fazer um caminho diferente até o trabalho ou andar até um restaurante próximo, em vez de ir de carro. Significa olhar para coisas com mais atenção do que fazemos corriqueiramente. O desconhecido abre a mente e nos ajuda a ser mais inovadores. Desviar nos ajuda a encarar essas experiências com novos olhos.</p>



<p>Além disso, temos de cultivar o pensamento crítico para não aceitarmos as ideias pré-concebidas. O mundo conspira de muitas maneiras para nos incentivar a permanecer no conforto de nossas crenças. Algoritmos das redes sociais nos apresentam histórias com as quais concordamos. <em>Cookies</em> de sites mostram o que gostaríamos de ver. Políticos polarizadores defendem que a verdade requer a necessidade de alguém estar errado para podermos estar certos e que quem discorda de nós deve ser tratado como inimigo. Vivemos verdadeiramente dentro de uma bolha, na qual todos têm as mesmas visões e opiniões. Nesse contexto, é preciso ter muita coragem para mudar de ideia, para ser persuasível. Quando nos colocamos no lugar de outra pessoa e imaginamos suas histórias passadas e razões para seus comportamentos, podemos ver o mundo de novos ângulos.</p>



<p>Leonardo da Vinci é um grande exemplo do pensador não óbvio, pois idealizou coisas totalmente fora dos padrões para sua época, ainda utilizáveis até hoje: o paraquedas, o helicóptero, a bicicleta e até o &#8230; guardanapo! Ele inventou esse último utensílio em 1491, quando a ideia lhe surgiu para que os convidados dos banquetes do Duque de Milão, Ludovico Sforza, limpassem suas mãos, ao invés de se valerem  de coelhos vivos atados com fitas às cadeiras, conforme relata Calor Fisas, autor de diversos trabalhos de pesquisa histórica, em seu livro “¡Que aproveche!”. A boa notícia é que não precisamos ser gênios como Da Vinci para desenvolvermos nossa visão não óbvia.</p>



<p>A criatividade é uma habilidade muito requisitada atualmente e existe no ser humano desde seu nascimento, afinal quem não considera as crianças em geral criativas? O problema é que com o passar dos anos e a chegada da vida adulta abafamos essa característica enxergando apenas o óbvio das coisas. Desenvolver-se em determinada competência exige esforço e, neste caso, foco em alguns <em>minsets</em> específicos.</p>



<p>Em primeiro lugar, é preciso ser observador. Isto implica ver o que os outros deixam passar, normalmente detalhes da grande paisagem que podem fazer a diferença. Trata-se de verificar como as particularidades influenciam as pessoas, os processos e as empresas. Para aguçar essa capacidade o autor nos recomenda algumas ações, como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Explicar o mundo às crianças. Fazendo isso, vamos ter nós mesmos que achar respostas significativas para perguntas corriqueiras e sair do modo “porque sim”.</li><li>Assistir a processos em ação. Muitas interações em nossas vidas são controladas por um “sistema misterioso”. Quando nos damos conta e analisamos seus processos, ao invés de ignorá-los, podemos entendê-los e, consequentemente, ver o que os outros não veem.</li><li>Guardar o celular. Vivemos um momento em que é muito difícil uma conexão <em>off-line</em>, simplesmente porque não permitimos que ela aconteça. O mundo é muito maior do que a tela de seu celular e, geralmente, a vida é o que acontece aqui fora. Por isso, quando estiver fazendo coisas como andar de metrô ou se dirigir a pé a algum destino, experimente olhar ao seu redor, procurando coisas interessantes, observando a linguagem corporal das pessoas ou até puxando conversa com um desconhecido. Esse tipo de experiência pode fornecer novos “<em>insights</em>”, fomentando as ideias criativas.</li></ul>



<p>O segundo passo para capturar o não óbvio é ser curioso. Isso implica em sempre perguntar “por quê?”. Normalmente, consideramos ser mais fácil seguir em frente do que parar e explorar alguma coisa nova com mais profundidade. Isso pode nos tonar mais focados, mas, por outro lado, nos deixa menos criativos. Quanto mais soubermos sobre um assunto, mais difícil se torna pensar fora da especialização e ampliar nossa visão. Bahgava cita três maneiras de tornar-se mais curioso:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Consumir “mídia inteligente”. Estamos cercados de conteúdos vazios (de blogs de fofoca até reality shows) que podem ser divertidos, mas, que incentivam a passividade. Optar por conteúdos que alimentem nossa curiosidade é um passo para fomentá-la e fazer-nos pensar. Quando foi a última vez que você assistiu um TED, leu um livro ou foi a uma palestra sobre um assunto que tenha realmente agregado valor ao seu conhecimento? Toda informação obtida fica “disponível” em nossa mente para ser incorporada numa ideia futura.</li><li>Ler revistas desconhecidas. Ler revistas ou artigos nos quais não seja o público-alvo faz você se inserir ou pelo menos ter uma noção de um mundo novo do qual nem fazia ideia. Isso nos leva para fora de nossa “bolha”. O conhecimento adquirido pode servir de alavanca a ideias surpreendentes. Murilo Gun, um dos especialistas brasileiros em criatividade, é um defensor dessa prática.</li><li>Fazer perguntas a todo momento. Entender um pouco de tudo, ter conhecimentos diversos fomenta o aparecimento de novas ideias. O conhecimento especialista é, e continuará sendo, um requisito necessário ao mercado de trabalho, mas o conhecimento generalista será o grande diferencial ao mostrar outras realidades, aumentando nossa visão de mundo e, consequentemente, expandindo nossa criatividade.</li></ul>



<p>A terceira característica para sermos pessoas não óbvias é ser inconstante. &nbsp;Trata-se de aprender a seguir em frente ou, como definido por Bagahva, deixar decantar as informações. Nem toda ideia deve ser explorada no exato momento em que nasce. Com frequência, o significado de ideias e as conexões entre elas aparecem somente depois que são deixadas de lado. Analisá-las posteriormente pode dar mais perspectivas que permitem ver ligações e soluções com maior profundidade. Você já viveu a experiência de ter uma ideia durante o sono ou durante o banho, a partir de estímulos que imaginou não terem servido nos dias anteriores? Para fomentar essa habilidade, considerar três maneiras de tornar-se mais inconstante:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Guardar ideias <em>off-line</em>. Isso permite dar o mesmo peso a cada ideia, independentemente da data em que foi guardada.</li><li>Estabelecer um prazo para você. Para evitar a tentação de analisar excessivamente um pensamento, tente usar uma data limite para se dedicar a ele. Isso pode ajudar a esvaziar a cabeça e avaliar com maior rapidez se vale a pena guardar determinada ideia para ser analisada com maior profundidade mais tarde.</li><li>Fazer anotações mais curtas. Uma  maneira de não perder o pensamento e focá-lo em seu conceito principal é usar palavras-chave para identificar o contexto da ideia e o porquê ela é interessante, utilizando essas chaves para recuperá-las mais tarde.</li></ul>



<p>O quarto passo indicado para a não obviedade é ser pensativo, ou seja, dedicar um tempo para a reflexão. O mundo atual parece exigir respostas imediatas a cada estímulo. Mas, muitas vezes, é preciso parar e considerar os pensamentos divergentes a respeito do assunto. Faz-se necessário buscar várias fontes para a mesma história visando construir uma perspectiva mais ampla. Ser um analista mais aprofundado das situações observadas está baseado nas seguintes atitudes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Esperar um pouco. Dedicar um tempo para avaliar uma opinião é melhor do que dar a primeira resposta que vem à cabeça. Pode, inclusive, lapidar a forma de expressão, evitando gafes e ofensas.</li><li>Escrever e depois reescrever. O processo de editar as próprias ideias pode ser trabalhoso, mas propicia a lapidação do pensamento. Sempre fui muito rápida em dar retornos quando questionada, e posso testemunhar um acréscimo na qualidade quando me permiti redigir minhas respostas a e-mails, por exemplo, e deixá-las no rascunho por um tempinho (nem que fosse 1 hora) para depois corrigi-las e enviá-las.</li><li>Acolher as pausas. Significa não ter medo do silêncio. Quando se usa as pausas de maneira eficiente, se enfatiza os pontos que realmente queremos que as pessoas escutem e damos um tempo a nós mesmos para articularmos o pensamento.</li></ul>



<p>O quinto <em>mindset</em> dos pensadores não óbvios é ser elegante, ou seja, criar ideias simples e bonitas. Ter em mente que simplicidade é fundamental para soar elegante em como nos expressamos. Quando eliminamos palavras desnecessárias destilamos as ideias e as tornamos mais fáceis de entender. Para pensar com mais elegância, é necessário:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ser breve. Usar o mínimo de palavras possível para explicar a ideia a um leigo de forma a fazer sentido para ele.</li><li>Usar linguagem poética. Poetas usam metáforas, imagens, aliterações e outras ferramentas para expressar emoção e significado em sua escrita. Tirar seu texto do lugar comum ajuda a burilar sua ideia.</li><li>Fragmentar. Desmembrar um argumento ou uma situação complexa em seus componentes mais relevantes ajuda-nos a entendê-los ou explicá-los a outras pessoas.</li></ul>



<p>O futuro será benéfico às pessoas que estiverem preparadas para enxergar o que os outros não veem, sendo capazes de identificar e explorar tendências. Para isso, temos que sair do modo automático nas experiências do dia a dia, possibilitando-nos aproveitar tudo que as abordagens não convencionais possam nos trazer, ou seja, permitindo-nos a reparar  no não óbvio.</p>



<p>Quer desenvolver suas habilidades de forma a fomentar suas percepções do que não é evidente para todos?</p>



<p>Entre em contato:</p>



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		<title>Todas as pessoas nascem criativas?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jan 2020 20:02:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[adaptabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Podemos resumir os atributos do mundo de hoje pelo acrônimo VUCA. O mundo hoje está Volátil, pois muda o tempo todo; incerto (do inglês Uncertain), ou seja, cada vez mais difícil de fazer previsões; Complexo, em razão de precisarmos de muitas interações multidisciplinares para entender as coisas; e Ambíguo, na medida em que as respostas...]]></description>
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<p>Podemos resumir os atributos do mundo de hoje pelo acrônimo VUCA. O mundo hoje está <strong>V</strong>olátil, pois muda o tempo todo; incerto (do inglês <strong>U</strong>ncertain), ou seja, cada vez mais difícil de fazer previsões; <strong>C</strong>omplexo, em razão de precisarmos de muitas interações multidisciplinares para entender as coisas; e <strong>A</strong>mbíguo, na medida em que as respostas não são mais únicas e exatas.</p>



<p>Nesse contexto, e com a automatização e digitalização em franca expansão, percebemos o crescimento da exigência por uma capacidade típica do ser humano: <strong>a criatividade</strong>, competência mais solicitada por empresas que procuram talentos, segundo pesquisa do Linkedin. Mas, essa não é uma habilidade possuída apenas por artistas e gênios?</p>



<p>Criatividade é uma habilidade inata de todo ser humano. Na verdade, é o que fez o <em>homo sapiens</em> desenvolver-se diferentemente das outras espécies, pois através dela, pode empregar soluções originais para resolver seus problemas, como por exemplo: ter armadilhas para caça, desenvolver técnicas de agricultura, inventar a máquina a vapor ou construir o computador.</p>



<p>Naturalmente todos somos pessoas criativas, toda criança tem imaginação e, no entanto,  normalmente perdemos esta característica durante o crescimento. O estilo de educação vigente é o mesmo de séculos atrás e visa criar seres não acostumados a questionar ou dar novas soluções aos problemas. A escola não nos prepara para potencializarmos nossa criatividade, muito pelo contrário: a escola nos encaixa em modelos pré-definidos, nos prepara para dar respostas pré-estabelecidas para perguntas conhecidas. Ou seja, a escola nos coloca dentro da caixa e o mundo VUCA requer pensamentos fora da caixa. </p>



<p>O experimento em grupo da construção de uma torre composta por espaguetes e <em>marshmallows</em>, mostra crianças de educação infantil alcançando melhores resultados do que estudantes de escola superior de negócios. Os adultos têm vergonha de tentar, ficam pensando, discutindo e planejando e, no final, a torre desaba. </p>



<p>O grande desafio do ser humano em nossos dias é recuperar e desenvolver o ser criativo que foi quando criança, cujas asas foram cortadas à medida do crescimento e da “adaptação” à sociedade adulta. Como fazer isso? </p>



<p>Em primeiro lugar, não se deve ter medo de errar ou de se mostrar vulnerável. Um dos fatores através do qual as crianças conseguem maior êxito no experimento dos espaguetes é que elas são mais abertas à tentativa e erro.  O aprendizado advindo do erro dá novas ideias para a resolução do problema e, consequentemente, propicia a obtenção de solução criativa. O medo de errar tolhe a criatividade. Mostrar-se vulnerável, segundo pesquisa da cientista social norte americana Brené Brown, permite às pessoas, dentre outros itens, serem mais criativas. Quem tem medo do julgamento dos outros não conseguirá obter ou apresentar ideias novas. As empresas ávidas por inovação devem se conscientizar da importância de seus colaboradores não terem receio de cometer erros ou mostrarem-se vulneráveis, incentivando seus funcionários para tal. Tornou-se famoso o caso de um funcionário da Microsoft, que cometeu um erro, o qual ocasionou uma perda de US$100 mil à empresa; ao ser chamado pelos chefes perguntou onde assinaria sua demissão e obteve como resposta: “Está louco? Você não está demitido. Acabamos de investir US$100 mil na sua aprendizagem!”.</p>



<p>O segundo item importante para desenvolvimento da criatividade é a adaptabilidade a mudanças. Nosso cérebro é constituído de tal forma a gastar a menor quantidade possível de energia e, portanto, procurar sempre por situações conhecidas. Isso pode ter sido fundamental para a sobrevivência num mundo pré-histórico, mas agora é um problema. Gerar novas ideias requer construir novas sinapses, novas formas de pensamento, e é preciso acostumar nosso organismo a isto. Estar aberto a aprender novidades faz parte deste processo. Em seu livro “Uma Pergunta Mais Bonita”, o qual recomendo, Warren Berger sugere que utilizar sempre as perguntas Por quê? E se? e Como? nos ajudarão a atingir uma forma mais criativa de pensar.</p>



<p>O terceiro item a considerar é a colaboração. O gênio solitário é um ser em extinção. Quanto mais aceitarmos e darmos ajuda aos demais na solução de problemas, mais criativos seremos. A diversidade de pessoas, áreas, hierarquias fomenta esse processo.  Quem já não ouviu falar no coaching invertido em que estagiários estão apoiando presidentes de empresas como forma de propiciar-lhes outra visão de seus negócios?</p>



<p>O quarto item é o propósito. Segundo Ken Robinson, estudioso inglês da criatividade, as pessoas criativas sabem o que gostam de fazer e estão fazendo o que gostam. Ou seja, a criatividade aflora num ambiente no qual as pessoas têm amor ao que fazem e não estão ali somente para cumprir uma obrigação. Permitir que seus colaboradores se divirtam trabalhando é o novo desafio para as organizações que querem inovar.</p>



<p>Finalmente, deve-se fugir da armadilha de achar que criativo é somente aquele que cria algo totalmente novo e disruptivo. Como enfatiza Murilo Gum, grande expoente brasileiro no assunto, a criatividade também é combinar de forma diferente coisas já presentes e sempre começa de um grau de conhecimento existente para adicionar elementos e saltar a um novo patamar.</p>



<p>Como disse Abraham Maslow: “O
homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo; criativo é o
homem comum do qual nada se tirou.” </p>



<p>Que tal redescobrir sua criança
interior para recuperar e potencializar sua criatividade?</p>



<p>Marque uma conversa.</p>



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