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	<title>futuro &#8211; HumanaGente</title>
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	<description>Coaching Pessoal e Profissional</description>
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	<title>futuro &#8211; HumanaGente</title>
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		<title>Você acredita na força do humano nas organizações?</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 17:52:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PANORAMA GERAL Em um mundo cada vez mais automatizado, veloz e orientado por métricas, enfatizar o foco na pessoa parece até um contraponto. No entanto, evidências crescentes demonstram que colocar o humano no centro — suas emoções, motivações, competências e bem-estar — não é luxo: é diferencial estratégico. Vários estudos e práticas recentes apontam para...]]></description>
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<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Em um mundo cada vez mais automatizado, veloz e orientado por métricas, enfatizar o foco na pessoa parece até um contraponto. No entanto, evidências crescentes demonstram que colocar o humano no centro — suas emoções, motivações, competências e bem-estar — não é luxo: é diferencial estratégico.</p>



<p>Vários estudos e práticas recentes apontam para benefícios concretos quando as organizações valorizam o fator humano:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Organizações com modelos de trabalho “<em>human-centric”</em> têm colaboradores 3,8 vezes mais propensos a alto desempenho, segundo pesquisa da Gartner realizada em 2.022.</li>



<li>Em programas de transformação empresarial, lideranças que adotam uma abordagem centrada no humano são até 12 vezes mais bem-sucedidas considerando-se resultados-chave (KPIs) em momentos críticos da mudança (<a href="https://www.ey.com/en_gl/newsroom/2024/04/ey-and-said-business-school-study-reveals-that-leaders-prioritizing-a-human-centered-approach-to-transformation-turning-points-are-up-to-12x-more-successful?utm_source=chatgpt.com">EY &amp; Saïd Business School, 2024</a>).</li>



<li>O desenvolvimento de pessoas por meio de treinamento, capacitação e carreira está diretamente associado a ganhos de produtividade e retenção de talentos (<a href="https://hrmars.com/index.php/IJARBSS/article/view/295/The-Effect-of-Human-Resources-Development-on-Organizational-Productivity?utm_source=chatgpt.com">HRMARS, 2012</a>).</li>
</ul>



<p>Esses dados mostram que o humano não é apenas um discurso bonito: é a base funcional e sustentável do desempenho organizacional.</p>



<p><strong>ENFOQUES A PRIORIZAR</strong></p>



<p>Quando se fala em focar na força do humano, existem alguns itens prioritários a considerar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Desenvolvimento contínuo de pessoas<br></strong>Investir em capacitação, programas de carreira e aprendizagem constante melhora a produtividade e fortalece a retenção de talentos. O estudo “<em>The Effect of Human Resource Development on Organizational Productivity</em>” mostra que empresas com práticas de RH bem estruturadas apresentam desempenho superior (<a href="https://hrmars.com/index.php/IJARBSS/article/view/295/The-Effect-of-Human-Resources-Development-on-Organizational-Productivity?utm_source=chatgpt.com">HRMARS, 2012</a>). Em empresas de tecnologia, práticas de desenvolvimento de funcionários aumentam o capital humano e favorecem a gestão do conhecimento (<a href="https://www.mdpi.com/2199-8531/8/4/218?utm_source=chatgpt.com">MDPI, 2020</a>).</li>



<li><strong>Engajamento emocional e psicológico<br></strong>Ambientes que valorizam motivação, reconhecimento e bem-estar psicológico resultam em mais inovação e menos <em>turnover</em>. O estudo “<em>Employee Engagement Strategies on Organizational Performance”</em> relaciona motivação e satisfação no trabalho com melhorias de desempenho (<a href="https://www.bwjournal.org/index.php/bsjournal/article/view/1379?utm_source=chatgpt.com">BW Journal, 2023</a>). Também constatamos que a felicidade no trabalho e o clima organizacional positivo têm impacto direto sobre satisfação e rendimento dos colaboradores (<a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s40359-024-02269-5?utm_source=chatgpt.com">Springer, 2024</a>).</li>



<li><strong>Liderança empática e centrada no humano</strong><br>Líderes que escutam e reconhecem emoções inspiram confiança e aumentam a lealdade das equipes. A pesquisa da EY com a <em>Saïd Business School</em> revela que liderar com empatia pode tornar transformações até 12 vezes mais bem-sucedidas (<a href="https://www.ey.com/en_gl/newsroom/2024/04/ey-and-said-business-school-study-reveals-that-leaders-prioritizing-a-human-centered-approach-to-transformation-turning-points-are-up-to-12x-more-successful?utm_source=chatgpt.com">EY, 2024</a>). Já o <em>estudo “Human-Centric Leadership in the Age of Automation</em>” destaca que, em ambientes mais automatizados, a empatia e a conexão humana são fundamentais para manter o engajamento e reter talentos (<a href="https://jisem-journal.com/index.php/journal/article/view/12350?utm_source=chatgpt.com">JISEM Journal, 2023</a>).</li>



<li><strong>Autonomia, clareza e suporte</strong><br>Funcionários que têm clareza sobre expectativas e espaço para tomar decisões demonstram mais iniciativa e produtividade. Um estudo sobre trabalho remoto confirma a correlação entre autonomia e desempenho individual (<a href="https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/iimtjm-10-2023-0032/full/html?utm_source=chatgpt.com">Emerald, 2023</a>). Outro reforça que clareza de normas e segurança psicológica impactam a satisfação no trabalho e o desempenho de equipes (<a href="https://arxiv.org/abs/1802.01378?utm_source=chatgpt.com">Arxiv, 2018</a>).</li>



<li><strong>Cultura organizacional inclusiva e voltada ao bem-estar<br></strong>Empresas que cultivam um clima positivo colhem resultados como menor absenteísmo e maior retenção de talentos. O artigo “<em>Enhancing employee job satisfaction through organizational climate and employee happiness</em>” mostra como clima organizacional e felicidade no trabalho influenciam diretamente a satisfação (<a href="https://link.springer.com/article/10.1186/s40359-024-02269-5?utm_source=chatgpt.com">Springer, 2024</a>).</li>
</ul>



<p><strong>FECHAMENTO</strong></p>



<p>O foco no humano ajuda a alavancar a performance das organizações e conforme constatamos acima. Segue, em resumo, as ações práticas mais indicadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Investir em desenvolvimento contínuo, incluindo competências técnicas e socioemocionais.</li>



<li>Formar lideranças empáticas, capazes de ouvir, inspirar e apoiar suas equipes.</li>



<li>Garantir autonomia e clareza, promovendo transparência em metas, papéis e expectativas.</li>



<li>Cuidar do bem-estar integral dos colaboradores, oferecendo suporte físico e psicológico.</li>



<li>Construir uma cultura de propósito, que conecte valores organizacionais ao significado percebido pelos profissionais.</li>
</ul>



<p>No fim das contas, organizações que colocam pessoas no centro não estão apenas fazendo uma escolha ética: estão investindo no próprio futuro. A força do humano não se traduz apenas em competências técnicas, mas em motivação, engajamento, empatia e resiliência — qualidades que nenhuma máquina é capaz de reproduzir integralmente.</p>



<p>Se a HumanaGente nasceu para ajudar pessoas a agregar valor a si mesmas, às suas empresas e ao seu meio, esse valor começa por reconhecer que cada indivíduo é essencial e que investir no humano é promover resultados sólidos e sustentáveis.</p>
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		<title>Você está pronto para trabalhar no modelo &#8220;skill-based&#8221;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2025 23:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
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					<description><![CDATA[PANORAMA GERAL Uma pesquisa com 400 líderes de empresas brasileiras, denominada “Mind The Soft Gap” realizada em 2025 pela Afferolab, consultoria especializada em educação corporativa, constatou que RHs e CEOs precisam reavaliar suas estratégias de recrutamento, gestão e desenvolvimento de talentos frente à ascensão do modelo skill-based, que valoriza mais competências profissionais do que diplomas....]]></description>
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<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Uma pesquisa com 400 líderes de empresas brasileiras, denominada “Mind The Soft Gap” realizada em 2025 pela Afferolab, consultoria especializada em educação corporativa, constatou que RHs e CEOs precisam reavaliar suas estratégias de recrutamento, gestão e desenvolvimento de talentos frente à ascensão do modelo <em>skill-based</em>, que valoriza mais competências profissionais do que diplomas. Segundo Alessandra Lotufo, sócia e diretora da consultoria, o mercado brasileiro está sem dúvida absorvendo esse novo movimento, o que surpreendeu, pois “mostrou que nós estamos realmente alinhados com as tendências globais quando o assunto é trabalho”.</p>



<p>Ainda segundo Alessandra Lotufo, o modelo <em>skill-based</em> é um avanço que todas as organizações vão ter que realizar, pois é aquele que atende com mais flexibilidade e melhores resultados os desafios estratégicos das mudanças do mundo moderno. Ou seja, o comportamental passa a ser o centro das atenções das empresas.</p>



<p>Para maiores detalhes indico a reportagem da revista Você RH de 20/08/2025: “A ascensão do modelo <em>skill-based</em> no Brasil”.</p>



<p><strong>REQUISITOS MODELO <em>SKILL-BASED</em></strong></p>



<p>Como apontado anteriormente, o modelo skill-based é caracterizado polo maior enfoque nas habilidades do profissional do que em seus diplomas. Porém, é necessário evitar-se uma confusão frequente: isso não necessariamente vai substituir a necessidade de diplomas. A obtenção de melhores recursos visando atender aos desafios dos problemas complexos da atualidade, pressupõe a escolha dentre aqueles que estudaram a fundo determinado assunto e, para isso, os cursos de graduação e pós-graduação continuam a ser grande manancial como fonte de profissionais com maior potencial. As micro certificações, características do <em>skill-based</em> agregam valor, mas não podem acontecer como único recurso. A inovação, grande requisito do movimento atual para as organizações, acontece baseada em conhecimentos profundos. Portanto, os dois movimentos são positivos para esse novo panorama que se apresenta.</p>



<p>O enfoque passa ser na resolução de problemas ao invés da antiga atuação baseada no “Job description”. O intuito é montar equipes com as melhores pessoas para resolver o problema que se apresenta. O olhar passa a ser sobre quais as competências o colaborador pode aportar ao grupo para resolver o desafio apresentado pela organização. Tratam-se de times multidisciplinares. Grandes empresas como o Google e a IBM já adotam esse modelo de trabalho.</p>



<p><strong>COMPETÊNCIAS MAIS VALORIZADAS</strong></p>



<p>As competências mais valorizadas segundo a pesquisa citada, são relacionadas com a parte racional e relacional dos funcionários.  Raciocínio lógico, pensamento crítico, visão sistêmica e habilidades como maturidade e agilidade emocional das pessoas e o quanto elas conseguem trabalhar em rede colaborativa.</p>



<p>Avaliar quais competências desenvolver, vai depender de cada profissional em cada desafio que se apresentar. Segundo Alessandra Lotufo, no entanto, existem algumas qualidades básicas necessárias a boa performance em qualquer organização para atender aos desafios modernos. São elas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>capacidade de ser político: saber quem são os influenciadores, os tomadores de decisão nas áreas envolvidas, que pontes utilizar para atingir mais rapidamente os objetivos, como se relacionar melhor com as áreas e pessoas utilizando seu capital político;</li>



<li>capacidade de acompanhar o ritmo contemporâneo: agilidade baseada na avaliação do que é importante a curto, médio e longo prazos;</li>



<li>autoconhecimento: avaliação das próprias forças e debilidades, visando ter flexibilidade em mudar seu modelo mental e, consequentemente, ter capacidade em aprender as novas habilidades requisitadas.</li>
</ul>



<p><strong>PRÉ-REQUISITOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO</strong></p>



<p>Para adoção do modelo <em>skill-based</em>, faz-se necessário a implementação de avaliações de habilidades comportamentais de forma estruturada. Tudo começa pelo estabelecimento das competências da própria organização, descendo-se até o nível de quais são as competências necessárias por desafio estratégico definido. No final, obtém-se uma série de comportamentos observáveis por tipo de problema.</p>



<p>Tudo isso só reforça a necessidade de <em>upskilling</em> da força de trabalho, como já vem apontando o Fórum Econômico Mundial. É necessária uma requalificação em massa para adaptação ao mercado que se apresenta a partir do avanço tecnológico. Agilidade e aprendizado contínuo são competências imprescindíveis no mundo atual e vieram para ficar. Nesse contexto, deve-se utilizar a inteligência artificial para aliviar as atividades mais operacionais e permitir a concentração no aprendizado das competências mais estratégicas, como: interpretação de dados, pensamento crítico e entendimento sistêmico.</p>



<p></p>



<p><strong>O PAPEL DA LIDERANÇA</strong></p>



<p>As lideranças devem se preocupar com a construção de vínculos de qualidade com seus colaboradores, sejam eles funcionários ou não.&nbsp;</p>



<p>O líder deve ser a bússola que identifica onde cada colaborador se encontra e para onde deve seguir. Cabe a ele juntar os objetivos estratégicos da empresa e de sua área com a equipe que vai encarar esse desafio e ser capaz de avaliar o desenvolvimento de competências pelos subordinados.</p>



<p>Também deve ser considerado que mais diversidade nas equipes será um requisito chave para atingimento da ambição desejada, pois ajuda a quebrar o modelo mental visando entender outros tipos de problemas que não eram resolvidos anteriormente.</p>



<p>Quer avaliar que competências desenvolver para atendimento ao modelo <em>skill-based</em>?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você considera o ser humano essencialmente bom ou egoísta?</title>
		<link>https://humanagente.com.br/2024/10/23/voce-considera-o-ser-humano-essencialmente-bom-ou-egoista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 12:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[egoismo]]></category>
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<p></p>



<p><strong>PANORAMA GERAL</strong></p>



<p>Existe uma discussão travada não é de hoje sobre qual é a natureza do ser humano. De um lado, estão os que acreditam, como Hobbes, que os indivíduos são naturalmente maus e egoístas e que somente a sociedade civil poderia nos salvar de nossos instintos mais baixos. Já para Rousseau, todos somos naturalmente bons e a civilização seria nossa ruína; segundo ele, antes dos reis e dos burocratas, tudo era melhor, sendo que o homem nasce livre – é a civilização que lhe coloca correntes.</p>



<p>Essa discussão vai além da filosofia pois, dependendo de que lado do espectro nos colocamos, escolheremos uma das opções práticas: punições duras ou melhores serviços sociais, reformatórios ou escolas de arte, administração de baixo para cima ou equipes empoderadas, patriarcas de antigamente ou pais que cuidam dos filhos de forma mais liberal.</p>



<p>É desse assunto que trata o Livro “Humanidade – Uma história otimista do homem” de Rutger Bregman (historiador holandês, autor de vários <em>best sellers</em>), o qual faz uma reflexão profunda das características essenciais do ser humano, apresentando casos e estudos científicos para embasar sua posição. O autor nos oferece uma nova perspectiva sobre a história da humanidade com o objetivo de provar que estamos &#8220;programados&#8221; para a bondade, voltados para a cooperação em vez da competição e mais inclinados a confiar em vez de desconfiar uns dos outros.</p>



<p><strong>A ORIGEM DA NATUREZA HUMANA</strong></p>



<p>Bregman nos relata sobre como experiências do cientista russo Dmitri Belayaev levaram-no à conclusão que durante dezenas de milhares de anos, os humanos mais amigáveis tiveram mais filhos. Que a evolução de nossa espécie se baseia na sobrevivência do mais amistoso.</p>



<p>Nós nascemos para aprender, nos relacionar e interagir. Estamos constantemente despejando emoções e somos feitos para nos relacionarmos com as pessoas ao nosso redor. Esse é o nosso superpoder, pois pessoas sociáveis, segundo estudos, não apenas são mais agradáveis para se ter contato como são mais inteligentes.</p>



<p>Nossos antepassados distantes sabiam da importância do coletivo e raramente idolatravam indivíduos. Caçadores-coletores do mundo todo acreditavam que tudo está conectado. Viam-se como algo muito maior, vinculado a todos os outros animais, às plantas e ao planeta Terra.</p>



<p>Desta forma, Bregman conclui que somos naturalmente amistosos e que alterações nesse comportamento humano passaram a acorrer após a “invenção” das propriedades privadas advindas com a fixação dos indivíduos à terra, criação de estados, reis, exércitos, lutas e escravidões. A maioria dos homens passou não mais a agir segundo sua natureza de cooperação e bondade, mas com novas atitudes advindas com as novas organizações sociais e econômicas.</p>



<p><strong>O PAPEL DAS NOTÍCIAS</strong></p>



<p>Segundo Bregman, existe um mito persistente de que, pela própria natureza, os humanos são egoístas, agressivos e muito suscetíveis ao pânico. É o que o biólogo holandês Frans de Waal gosta de chamar de “teoria do verniz”: a ideia de que a civilização não passa de uma fina camada de verniz que pode descascar ante qualquer provocação. Bregman pensa justamente o oposto. Para ele, é quando surge uma crise – quando caem bombas ou há uma enchente – que os humanos dão o melhor de si.</p>



<p>O Centro de Pesquisas de Desastres da Universidade de Delaware constatou que, em quase setecentos estudos de campo desde 1963, jamais houve uma situação de caos total quando da incidência de um desastre; nunca se estabeleceu o “cada um por si”. Ao contrário, a criminalidade – assassinatos, roubos, estupros – costuma cair. As pessoas não entram em choque, elas se mantêm calmas e resolvem agir. “Seja qual for a extensão dos saques”, destaca um pesquisador de desastres, “é sempre insignificante em comparação ao altruísmo que leva a doações espontâneas em massa e à divisão de bens e serviços. Ou seja, catástrofes recuperam o melhor das pessoas.</p>



<p>Para Bregman, se nós acreditarmos que a maioria das pessoas não é confiável, será assim que trataremos uns aos outros, para prejuízo de todos, pois, em última análise, iremos obter aquilo que esperamos.</p>



<p>Porém, os seres humanos são mais suscetíveis a notícias sobre desgraças e tristezas e isso nos dá a impressão de que a natureza humana é egoista. A primeira razão é aquela que os psicólogos chamam de <em>viés de negatividade</em>: estamos mais sintonizados com o ruim que com o bom. A segunda é o fato de que também carregamos o fardo de um <em>viés de disponibilidade</em>: se conseguimos nos lembrar facilmente de exemplos de alguma coisa, logo supomos que essa coisa é relativamente comum. O fato de sermos bombardeados todos os dias por histórias horríveis de desastres aéreos, sequestradores de crianças e decapitações – que tendem a se alojar em nossa memória – distorce nossa visão de mundo. Como observa o estatístico libanês Nassim Nicholas Taleb: “Não somos suficientemente racionais para estarmos expostos à imprensa”. Disso se conclui que devemos ter cuidado em assimilar as notícias e generalizá-las de forma a encarar a parte pelo todo.</p>



<p><strong>COMO O PODER CORROMPE</strong></p>



<p>O professor Dacher Keltner, especialista em psicologia do poder,  descobriu que os indivíduos que ascendem ao poder são os mais empáticos e amigáveis. Porém, uma vez no poder, o líder tende a ver os outros sob uma luz negativa. Quem é mais poderoso está mais sujeito a considerar que a maioria é preguiçosa e inconfiável. Que os outros precisam ser supervisionados, monitorados, censurados e orientados a fazer as coisas. Como o poder provoca um sentimento de superioridade, o líder vai achar que esse monitoramento deve ser confiado a ele próprio.</p>



<p>Para formar a tempestade perfeita, não ter poder surte o efeito oposto. Pesquisas no campo da psicologia mostram que aqueles que se sentem impotentes também se sentem muito menos autoconfiantes. Hesitam em expressar opinião. Em grupo se fazem parecer inferiores, subestimando a própria inteligência. Tais sentimentos são convenientes para os que estão no poder, pois a insegurança reduz a possibilidade de reação. Pessoas sem autoconfiança se calam. Quem é tratado como idiota começa a se sentir idiota, levando os governantes a deduzirem que as massas são obtusas demais para pensarem por si, e por isso caberia a eles assumirem o comando – por sua visão e sabedoria.</p>



<p>Seria devido a essa congruência de fatores que ocorreram as piores ações de seres humanos contra outros seres humanos, como por exemplo a ascensão do nazismo e o consequente extermínio de judeus.</p>



<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p>Ao ler o livro “Humanidade” fiquei com a ideia de que intrinsicamente o ser humano é bom, mas, a partir do momento histórico em que começamos a nos assentar em um só lugar e amealhar propriedade privada, combinado com a escassez e as hierarquias estabelecidas, nosso instinto deixou de ser inofensivo. E quando líderes começaram a formar exércitos para impor vontades, não houve mais como impedir os efeitos corruptores do poder.</p>



<p>Nesse novo mundo de guerreiros e agricultores, de cidades e de Estados, ultrapassamos a linha tênue que dividia a amizade da xenofobia. Em busca de pertencimento, logo nos tornamos propensos a repelir forasteiros. Começamos a ter dificuldade para dizer “não” a nossos líderes – mesmo quando nos faziam marchar para o lado catastrófico e desumano da história.</p>



<p>Até na visão mais otimista da natureza humana verificamos, portanto, que o mundo em que vivemos tornou-se refém de uma série de fatores que faz a ação dos homens ser cruel, egoísta e preconceituosa.</p>



<p>Vale a reflexão de como podemos atuar para termos uma realidade mais amena e palatável e um futuro mais com mais esperança, sem sermos ingênuos, mas obtendo o melhor das pessoas. Como resgatar o comportamento amistoso, empático e naturalmente “bom” da humanidade? Será isso possível? Sinceramente, não sei, mas acredito que a outra forma de atuação tem-se mostrado autodestrutiva, como qualquer manchete de jornal pode comprovar diariamente.</p>



<p>Quer avaliar como semear seu lado naturalmente amistoso e ter sucesso desta forma?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>O que o tornará feliz no futuro?</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jun 2023 18:41:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todos queremos atingir a felicidade. Mas, segundo alguns estudiosos, o ser humano tem dificuldades em estabelecer como será feliz no futuro, tendo em vista uma série de vieses inconscientes que afetam nossa análise. Desta forma, é relevante aumentarmos nosso autoconhecimento para estabelecermos objetivos que realmente nos farão felizes, sob pena de ficarmos frustrados quando chegarmos...]]></description>
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<p>Todos queremos atingir a felicidade. Mas, segundo alguns estudiosos, o ser humano tem dificuldades em estabelecer como será feliz no futuro, tendo em vista uma série de vieses inconscientes que afetam nossa análise. Desta forma, é relevante aumentarmos nosso autoconhecimento para estabelecermos objetivos que realmente nos farão felizes, sob pena de ficarmos frustrados quando chegarmos lá.</p>



<p>Resumidamente, ser feliz é ter prazer. Mas, será apenas isso? Segundo Aristóteles, filósofo grego (384 a.c. a 322 a.c.), a felicidade é o bem supremo pois, ao contrário de outros bens, ela serve apenas a si mesma. Para ele, a virtude estaria no meio termo; exemplo: a ambição seria um vício quando em excesso, mas também seria um vício quando em falta, o indivíduo que não possui ambição alguma não tem motivo para desenvolver-se. O caminho do meio, e assim também pensava Lao Tse (filósofo da Antiga China por volta de 590 a.c.), é aquele que representa as virtudes e que nos tornaria mais felizes.</p>



<p>Para Epicuro, filósofo grego (341 a.c. a 270 a.c.), a vida consistiria na busca constante do prazer e o afastamento da dor. Isso poderia ser entendido como a ênfase desenfreada no prazer, mas, ao mesmo tempo, Epicuro considerava ser a felicidade a capacidade de nos contentarmos com pouco, de nos sentirmos bem com as pequenas coisas, de nos afastarmos dos desejos não naturais e não necessários. A prudência seria a virtude por excelência, pois representaria a capacidade de entender o que podemos ou não fazer, considerando a saúde do corpo e do espírito.</p>



<p>Segundo Espinoza, filósofo de origem judaico-portuguesa, nascido nos Países Baixos (1.632- 1677), a única coisa que garantiria a felicidade seria o conhecimento, pois através dele, conseguiríamos gozar dos prazeres o quanto bastasse para a manutenção da saúde e a acumular dinheiro só o quanto necessário para o sustento de uma vida saudável.</p>



<p>Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, pensava que a felicidade estaria muito menos no que temos ou representamos e muito mais no que realmente somos.</p>



<p>Para Byung Chul Han, filósofo sul coreano de nossos tempos, vivemos numa sociedade do cansaço e, para atingirmos a felicidade, seria necessário termos mais tempo livre em nossas vidas, longe principalmente das redes sociais, de forma a podermos realizar um “auto cultivo”.  Segundo ele, a ideologia da sociedade do cansaço, que faz crer que o único responsável pelo “sucesso” é o indivíduo, cria a necessidade de que as pessoas estejam sempre ativas, buscando modos de agir, de empreender, descansando cada vez menos e ficando cada vez mais fissuradas pela busca do sucesso, gerando o adoecimento psicológico e a infelicidade.</p>



<p>Assim como esses autores, poderíamos citar outros tantos, que pensaram e teorizaram a respeito da felicidade, daí verificamos ser esse um tema mais diverso do que parece à primeira vista.</p>



<p>Daniel Gilbert, autor do livro “Felicidade por Acaso”, analisa como equilibrar as expectativas do futuro para alcançar uma vida feliz no presente. Ele é professor de psicologia na Universidade de Harvard e diretor do Laboratório de Emoção e Cognição Social nos Estados Unidos.</p>



<p>Segundo Gilbert, o ser humano é o único animal que pensa no futuro. Pesquisadores contaram os itens que flutuam no fluxo de consciência de uma pessoa média e constataram que 12% dos nossos pensamentos diários giram em torno do porvir. &nbsp;Mas, a felicidade é uma experiência subjetiva difícil de descrever para nós mesmos e para os outros. Não podemos nos certificar de que duas pessoas que afirmam ser felizes têm a mesma experiência, ou que nossa experiência vigente de felicidade é realmente diferente da nossa experiência anterior de felicidade, ou que sequer estamos tendo uma experiência de felicidade.</p>



<p>O ser humano tem dificuldade de estabelecer o que realmente o fará feliz no futuro. Isto ocorre, segundo o Dr. Gilbert, por uma série de vieses.</p>



<p>Em primeiro lugar, pesquisas sugerem que, quando as pessoas fazem previsões sobre suas reações a eventos futuros, tendem a negligenciar o fato de que seu cérebro executa o truque o preenchimento como parte integral do ato da imaginação. O exemplo fornecido pelo autor é: se eu pedir para você imaginar um prato de espaguete, provavelmente, você imaginará o molho que o envolve, o local em que irá comê-lo, com quem estará desfrutando essa experiência, talvez o vinho que o acompanha e assim por diante, de forma que se amanhã, realmente tiver espaguete no jantar, você poderá se decepcionar caso não tenha todos os atributos imaginados. Ou seja, quando a imaginação pinta um quadro do futuro, muitos detalhes ficam necessariamente faltando, e ela resolve esse problema de ausência preenchendo as lacunas com detalhes que toma emprestados do presente.</p>



<p>Além do truque do preenchimento, nossa mente tende também a fazer o truque de deixar coisas de fora, ou seja, deixa de levar em consideração certas variáveis da realidade, e isto pode levar a um resultado totalmente diferente do “sonhado” para o futuro. E fazemos isso tão bem que não temos consciência do que está acontecendo. Assim, tendemos a aceitar os sonhos para o futuro de forma acrítica e esperar que eles aconteçam com os detalhes – apenas aqueles que – nosso cérebro imaginou.</p>



<p>Em terceiro lugar, temos a tendência a supor que o que sentimos ao imaginar o futuro é o que sentiremos quando chegarmos lá, mas na verdade, o que sentimos ao imaginar o futuro é quase sempre uma resposta ao que está acontecendo no presente, o que não garante a felicidade quando chegarmos mais adiante. O presenteísmo ocorre porque deixamos de reconhecer que nossos “eus” futuros irão se modificar e não necessariamente enxergarão o mundo da maneira que o enxergamos agora.</p>



<p>Se estamos sujeitos a erros quando tentamos imaginar o futuro, então como deveríamos decidir o que fazer? Nossa capacidade de imaginar nossas emoções futuras é falha, mas poderíamos nos valer das experiências de outros para colocarmos as perspectivas na rota certa. Esse é o motivo pelo qual comecei este artigo com um breve apanhado de filósofos de várias épocas analisando a felicidade. Além disso, existem as experiências vividas: cada um de nós está rodeado de gente com muitas vivências que podem nos relatar suas próprias experiências e, ao fazê-lo, nos mostrar quais futuros mais valem a pena desejar. O que ocorre, porém, é que não o fazemos, simplesmente porque nos consideramos diferentes de todos os demais e porque não confiamos que a experiência do outro servirá de base para nosso futuro. Pensamos em nós mesmos como entidades únicas – mentes incomparáveis, diferentes de quaisquer outras – e, portanto, volta e meia rejeitamos lições que a experiência emocional dos outros tem a nos ensinar. estatísticas mostram que não somos tão diferentes assim.</p>



<p>A preocupação da humanidade com a felicidade remonta de muito tempo e, uma vez que dependemos menos de fatos fortuitos do ambiente, ela vem se acentuando. Gilbert cita que, em 1738, um polímata holandês chamado Daniel Bernoulli sugeriu que a sabedoria de qualquer decisão pode ser calculada multiplicando-se a probabilidade de que a decisão nos dará o que queremos pela utilidade de conseguir o que queremos, sendo esta a sensação de bem-estar ou prazer que conseguiríamos.  A primeira parte da descrição de Bernoulli é relativamente simples de obter: qual a probabilidade de eu ser promovido neste emprego; qual a probabilidade de eu me casar com meu atual namorado? e assim por diante. O problema é que não temos meios de avaliar facilmente como nos sentiremos quando conseguirmos o que queremos. Sem uma fórmula para prever a utilidade, tendemos a fazer o que apenas nossa espécie faz: imaginar. Nosso cérebro é dotado de uma estrutura singular graças à qual temos a possibilidade de nos transportar mentalmente para circunstâncias futuras e, em seguida, perguntarmos a nós mesmos qual é a sensação de estar lá. Porém, como comentado anteriormente, essa capacidade de imaginarmos circunstâncias futuras não é perfeita: nós as preenchemos com detalhes que de fato não acontecerão e deixamos de fora detalhes que acontecerão, além disso, achamos impossível ignorar o que estamos sentindo agora e impossível reconhecer como pensaremos nas coisas que acontecem depois. Não existe uma fórmula simples para a felicidade. Mas, se nosso cérebro não nos permite avançar com passo firme rumo ao futuro, pelo menos nos permite entender o que nos faz tropeçar.</p>



<p>Ao estudar as ideias dos grandes filósofos, fica claro que querer obter o máximo de prazer a qualquer preço não é um caminho para a felicidade. Esta também tem componentes éticos e necessidade de ampliar a visão para considerar a sociedade como um todo. O importante é pensarmos a respeito e determinarmos um ponto de chegada que nos permita sermos felizes também no caminho que nos levará até ele.</p>



<p>Quer desenvolver seu autoconhecimento para poder estabelecer metas visando atingir a felicidade?</p>



<p>Entre em contato:</p>



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		<title>Você sabe quais as tendências de gestão de pessoas para 2023?</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 12:12:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[gestão de pessoas]]></category>
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					<description><![CDATA[Num mundo de mudanças radicais e constantes é importante acompanharmos as evoluções em cada área para sabermos melhor lidar com as novidades. Na esfera da gestão de pessoas, não é diferente. O que já vinha se transformando, assumiu uma velocidade maior com alterações mais aprofundadas. O Great Place to Work e o Great People realizam...]]></description>
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<p>Num mundo de mudanças radicais e constantes é importante acompanharmos as evoluções em cada área para sabermos melhor lidar com as novidades. Na esfera da gestão de pessoas, não é diferente. O que já vinha se transformando, assumiu uma velocidade maior com alterações mais aprofundadas.</p>



<p><em>O Great Place to Work</em> e o <em>Great People</em> realizam anualmente uma pesquisa cuja 5ª. Edição, em 2022, contou com a participação de 1.716 respondentes, sendo 63,2% da área de Recursos Humanos e a maioria de cargos de liderança (gerência, coordenação, supervisão e diretoria). A maior parte das pessoas atuava em empresas de Tecnologia, Indústria e Serviços, mas também houve participação de representantes dos setores de saúde, financeiro, varejo e consultoria. Para quem quiser se aprofundar nos resultados, recomendo o Webinar Tendências Gestão de Pessoas – 2023: <a href="https://www.youtube.com/live/ctkXjIGP3e8?feature=share">https://www.youtube.com/live/ctkXjIGP3e8?feature=share</a></p>



<p>A grande conclusão foi que saímos de anos de preocupação intensiva com a transformação digital para um novo período em que o foco está não mais apenas na tecnologia, mas em como encontrar pessoas capacitadas ou desenvolvê-las para a inovação tecnológica constante.</p>



<p>No que se refere aos desafios de gestão de pessoas enfrentados em 2022, os principais itens citados foram:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Adoção de novas políticas/novos formatos de trabalho (trabalho remoto, horário flexível, jornada híbrida)</li><li>Comunicação interna</li><li>Saúde mental</li><li>Desenvolvimento / capacitação da liderança</li><li>Contratação de pessoal qualificado.</li></ol>



<p>Nota-se como ainda é um tema importante os novos formatos de trabalho, num momento em que a maioria das empresas está optando pelo retorno ao presencial e como isso pode estar incomodando os colaboradores. Os temas de comunicação sempre são relevantes e as organizações que não apresentam boa comunicatividade com seus funcionários também não conseguirão atender bem aos seus clientes, pois esse bom relacionamento pressupõe uma boa interação, que tem origem em seus quadros internos. A saúde mental é uma preocupação que vem crescendo em toda sociedade e, em particular, entre os empregados das empresas; essa priorização implica que nem tudo aceito anteriormente como cobrança e dedicação exaustiva continuará a sê-lo e, portanto, as companhias devem se reposicionar a respeito, tornando o ambiente de trabalho mais leve e divertido, sem perder o foco em sua estratégia. Tudo isso leva a avaliação das lideranças que canalizam a figura da organização perante os funcionários. Parece haver também uma análise crítica quando a mão de obra contratada no que se refere a sua qualificação para os cargos, colocando em xeque as políticas e processos de seleção.</p>



<p>Também foi questionado na pesquisa quais seriam as grandes prioridades para 2023 e as mais apontadas foram:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Desenvolvimento / capacitação da liderança. Como já comentado, todos os desafios estão ligados a um posicionamento da liderança e isso leva a necessidade de adequar os ocupantes dos diversos níveis (hierárquicos ou não) a saber lidar com equipes de trabalho no contexto atual. É necessário desenvolver pessoas para não só assumir cargos de liderança, mas atuar de forma estratégica, ética, inclusiva, humanizada e alinhada aos objetivos de negócio. A mentalidade das lideranças é apontada como o principal fator de empecilho à inovação nas empresas.</li><li>Cultura organizacional. Essa é a forma de pensar das organizações, sua personalidade e razão de suas atitudes. Para que haja adaptação às mudanças, muitas vezes é preciso ajustar a cultura da empresa. É preciso que ela seja constantemente revisitada, atualizada e alimentada com novas ideias, recursos e rituais. Se quisermos empresas mais inovadoras, precisaremos de culturas organizacionais que permitam e incentivem a inovação o tempo todo.</li><li>Comunicação interna. Também é um item já comentado. A clareza de diálogo em todas as direções nas equipes internas das organizações ajudam no claro entendimento dos objetivos, das ações, das entregas, no ambiente e até no relacionamento com o cliente. Garantir processos inclusivos, fomentar a motivação das equipes e ainda manter as informações seguras e centralizadas. Isso sem contar a importância de criar momentos de integração entre as pessoas, para que o trabalho não perca o seu lado humano.</li><li>Experiência do colaborador (<em>employee experience</em>). Esse é um assunto que vem crescendo em preocupação, trata-se de como os processos internos referentes aos funcionários são definidos tendo-os como principais atores, deixando de lado burocracias desnecessárias e focando na agilidade sem perder os controles necessários.</li><li>Saúde mental. Deve ser cada vez mais preocupação de líderes e equipes. O funcionário com saúde mental adequada produz mais e melhor, pois é mais feliz.</li></ol>



<p>A maioria dos respondentes da pesquisa considera a diversidade e inclusão uma pauta estratégica na organização, mas o tema permanece em posição desprivilegiada na lista de prioridades de gestão de pessoas, o que implica que existe mais discurso e poucas ações a respeito. Vale lembrar que a diversidade enriquece a composição das equipes, tornando-as mais criativas, pois engloba pensamentos divergentes, minorando a formação de bolhas homogêneas que olham numa só direção, perdendo o restante das oportunidades.</p>



<p>Também foi abordado na pesquisa o assunto ESG e sua importância para as organizações. De maneira geral, podemos dizer que ESG (da sigla em inglês para <em>Environment, Social and Governance</em>) é um conjunto de boas práticas voltadas à construção de soluções voltadas à governança do meio ambiente e da sociedade, sendo também capaz de avaliar os impactos que uma organização impõe sobre esses fatores através da sua atuação de mercado.&nbsp;A algum tempo atrás, o processo de gestão de uma empresa tinha apenas um objetivo: gerar lucro para os seus acionistas a partir de uma cadeia produtiva. Nesse contexto, pouco importava os impactos gerados ao ambiente e à sociedade em que estavam inseridos, e como consequência, existiam uma série de problemas trabalhistas e os impactos no ecossistema do planeta são colhidos até os dias de hoje.&nbsp; Somente 24% dos respondentes consideram que sua empresa tem políticas relacionadas a responsabilidade social e ambiental, o que mostra um grande terreno a percorrer.</p>



<p>Foi perguntado ainda quais competências sua empresa considera as mais importantes na atuação de seus funcionários hoje. As mais citadas são as que muitas vezes diferenciam profissionais nos processos de seleção e na rotina organizacional, principalmente em tempos de crise, mudanças e desafios:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Capacidade de resolver problemas complexos</li><li>Capacidade de liderar e influenciar</li><li>Resiliência</li><li>Conhecimento do negócio</li><li>Pensamento analítico.</li></ol>



<p>Muitos dos assuntos aqui abordados valeriam um artigo focado apenas neles, mas uma visão panorâmica sempre ajuda. É interessante como a conjunção de &nbsp;<em>hard e soft skills</em> estão considerados como marcantes no profissional mais adequado às organizações. Vê-se, ainda, que velhos temas continuam no centro das questões com novos olhares: formas de trabalho, comunicação, liderança, diversidade e inclusão.</p>



<p>Há grandes avanços que as empresas devem realizar, mas não podemos excluir o protagonismo dos profissionais no enfrentamento dessa nova realidade. Tanto empresas como profissionais devem estar atentos no sentido de incorporarem as novas tendências e estarem preparados para os desafios de sobrevivência no mercado.</p>



<p>Quer avaliar seu perfil e saber quais competências desenvolver para adequar-se a nova realidade do trabalho?</p>



<p>Entre em contato:</p>



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		<title>Você consegue enxergar o não óbvio?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2022 17:07:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o que nos conta Rohit Bhargava, curador de tendências, especialista em marketing, storyteller, professor na Universidade de Georgetown e autor de seis livros best-sellers do Wall Street Journal, é muito difícil enxergar o que ninguém mais vê. Num mundo de mudanças exponenciais as empresas, os profissionais e os empreendedores que perceberem as tendências e...]]></description>
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<p>Segundo o que nos conta Rohit Bhargava, curador de tendências, especialista em marketing, <em>storyteller</em>, professor na Universidade de Georgetown e autor de seis livros <em>best-sellers</em> do <em>Wall Street Journal</em>, é muito difícil enxergar o que ninguém mais vê. Num mundo de mudanças exponenciais as empresas, os profissionais e os empreendedores que perceberem as tendências e construírem novas ideias para lidar com elas irão alçar voos que outros não conseguem.</p>



<p>Não se trata necessariamente de um dom, pois enxergar o não óbvio pode ser uma questão de aprendizado e treino. Vamos avaliar alguns conselhos dados por Bhargava em seu livro “Não Óbvio”, o qual recomendo aos interessados em conhecer tendências e desejosos em desenvolver a habilidade de descobrir e explorar o que não é evidente.</p>



<p>Nossa mente capta muito mais informações do que processamos normalmente. Se não descartarmos os pensamentos que vêm de forma acidental, podemos atiçar nossa criatividade e achar soluções muito proveitosas. Bhargava nos relata a história ocorrida no meio da década de 1980, quando a ideia de uma das marcas mais conhecidas do mundo ganhou vida em uma caminhada de um hotel a um centro de convenções em Milão. Howard Schultz estava em uma exposição comercial representando a Starbucks que, na época, fornecia equipamento doméstico de alta qualidade para o preparo de café. A caminho da convenção, Schultz ficou espantado com a quantidade de lojas de expresso italiano. Esses estabelecimentos ofereciam às pessoas um terceiro lugar para reuniões – além da casa e do trabalho. Quando voltou a Seattle, ele convenceu os proprietários da Starbucks a criar uma cafeteria varejista semelhante na cidade. Anos mais tarde, comprou a marca e a tornou mundial. Tudo isso começou com um momento aleatório que Schultz poderia ter deixado passar. É fácil perder ideias acidentais porque muitas vezes elas parecem distrações irrelevantes e, em algumas ocasiões, podem ser. O problema é que elas não vêm rotuladas de um jeito ou de outro. A única maneira de você se abrir ao acaso é recebendo a distração.</p>



<p>Outro ponto a considerar é a necessidade de explorarmos o desconhecido, o que também pode ser rejeitado por nossa mente, pois, como explica a Neurociência, somos projetados para seguir hábitos em segurança.  Como exemplo, verificamos que, apesar de um universo de opções de mídia em constante expansão, temos a tendência de assistir aos mesmos programas, visitar os mesmos sites e ler os mesmos jornais e revistas, porque encontramos conforto no que é rotineiro. Mas, para desenvolvermos a visão não óbvia, temos que nos deslocar intencionalmente para destinos incomuns, sejam eles ali na esquina ou do outro lado do mundo. Um desvio para o desconhecido significa fazer um caminho diferente até o trabalho ou andar até um restaurante próximo, em vez de ir de carro. Significa olhar para coisas com mais atenção do que fazemos corriqueiramente. O desconhecido abre a mente e nos ajuda a ser mais inovadores. Desviar nos ajuda a encarar essas experiências com novos olhos.</p>



<p>Além disso, temos de cultivar o pensamento crítico para não aceitarmos as ideias pré-concebidas. O mundo conspira de muitas maneiras para nos incentivar a permanecer no conforto de nossas crenças. Algoritmos das redes sociais nos apresentam histórias com as quais concordamos. <em>Cookies</em> de sites mostram o que gostaríamos de ver. Políticos polarizadores defendem que a verdade requer a necessidade de alguém estar errado para podermos estar certos e que quem discorda de nós deve ser tratado como inimigo. Vivemos verdadeiramente dentro de uma bolha, na qual todos têm as mesmas visões e opiniões. Nesse contexto, é preciso ter muita coragem para mudar de ideia, para ser persuasível. Quando nos colocamos no lugar de outra pessoa e imaginamos suas histórias passadas e razões para seus comportamentos, podemos ver o mundo de novos ângulos.</p>



<p>Leonardo da Vinci é um grande exemplo do pensador não óbvio, pois idealizou coisas totalmente fora dos padrões para sua época, ainda utilizáveis até hoje: o paraquedas, o helicóptero, a bicicleta e até o &#8230; guardanapo! Ele inventou esse último utensílio em 1491, quando a ideia lhe surgiu para que os convidados dos banquetes do Duque de Milão, Ludovico Sforza, limpassem suas mãos, ao invés de se valerem  de coelhos vivos atados com fitas às cadeiras, conforme relata Calor Fisas, autor de diversos trabalhos de pesquisa histórica, em seu livro “¡Que aproveche!”. A boa notícia é que não precisamos ser gênios como Da Vinci para desenvolvermos nossa visão não óbvia.</p>



<p>A criatividade é uma habilidade muito requisitada atualmente e existe no ser humano desde seu nascimento, afinal quem não considera as crianças em geral criativas? O problema é que com o passar dos anos e a chegada da vida adulta abafamos essa característica enxergando apenas o óbvio das coisas. Desenvolver-se em determinada competência exige esforço e, neste caso, foco em alguns <em>minsets</em> específicos.</p>



<p>Em primeiro lugar, é preciso ser observador. Isto implica ver o que os outros deixam passar, normalmente detalhes da grande paisagem que podem fazer a diferença. Trata-se de verificar como as particularidades influenciam as pessoas, os processos e as empresas. Para aguçar essa capacidade o autor nos recomenda algumas ações, como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Explicar o mundo às crianças. Fazendo isso, vamos ter nós mesmos que achar respostas significativas para perguntas corriqueiras e sair do modo “porque sim”.</li><li>Assistir a processos em ação. Muitas interações em nossas vidas são controladas por um “sistema misterioso”. Quando nos damos conta e analisamos seus processos, ao invés de ignorá-los, podemos entendê-los e, consequentemente, ver o que os outros não veem.</li><li>Guardar o celular. Vivemos um momento em que é muito difícil uma conexão <em>off-line</em>, simplesmente porque não permitimos que ela aconteça. O mundo é muito maior do que a tela de seu celular e, geralmente, a vida é o que acontece aqui fora. Por isso, quando estiver fazendo coisas como andar de metrô ou se dirigir a pé a algum destino, experimente olhar ao seu redor, procurando coisas interessantes, observando a linguagem corporal das pessoas ou até puxando conversa com um desconhecido. Esse tipo de experiência pode fornecer novos “<em>insights</em>”, fomentando as ideias criativas.</li></ul>



<p>O segundo passo para capturar o não óbvio é ser curioso. Isso implica em sempre perguntar “por quê?”. Normalmente, consideramos ser mais fácil seguir em frente do que parar e explorar alguma coisa nova com mais profundidade. Isso pode nos tonar mais focados, mas, por outro lado, nos deixa menos criativos. Quanto mais soubermos sobre um assunto, mais difícil se torna pensar fora da especialização e ampliar nossa visão. Bahgava cita três maneiras de tornar-se mais curioso:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Consumir “mídia inteligente”. Estamos cercados de conteúdos vazios (de blogs de fofoca até reality shows) que podem ser divertidos, mas, que incentivam a passividade. Optar por conteúdos que alimentem nossa curiosidade é um passo para fomentá-la e fazer-nos pensar. Quando foi a última vez que você assistiu um TED, leu um livro ou foi a uma palestra sobre um assunto que tenha realmente agregado valor ao seu conhecimento? Toda informação obtida fica “disponível” em nossa mente para ser incorporada numa ideia futura.</li><li>Ler revistas desconhecidas. Ler revistas ou artigos nos quais não seja o público-alvo faz você se inserir ou pelo menos ter uma noção de um mundo novo do qual nem fazia ideia. Isso nos leva para fora de nossa “bolha”. O conhecimento adquirido pode servir de alavanca a ideias surpreendentes. Murilo Gun, um dos especialistas brasileiros em criatividade, é um defensor dessa prática.</li><li>Fazer perguntas a todo momento. Entender um pouco de tudo, ter conhecimentos diversos fomenta o aparecimento de novas ideias. O conhecimento especialista é, e continuará sendo, um requisito necessário ao mercado de trabalho, mas o conhecimento generalista será o grande diferencial ao mostrar outras realidades, aumentando nossa visão de mundo e, consequentemente, expandindo nossa criatividade.</li></ul>



<p>A terceira característica para sermos pessoas não óbvias é ser inconstante. &nbsp;Trata-se de aprender a seguir em frente ou, como definido por Bagahva, deixar decantar as informações. Nem toda ideia deve ser explorada no exato momento em que nasce. Com frequência, o significado de ideias e as conexões entre elas aparecem somente depois que são deixadas de lado. Analisá-las posteriormente pode dar mais perspectivas que permitem ver ligações e soluções com maior profundidade. Você já viveu a experiência de ter uma ideia durante o sono ou durante o banho, a partir de estímulos que imaginou não terem servido nos dias anteriores? Para fomentar essa habilidade, considerar três maneiras de tornar-se mais inconstante:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Guardar ideias <em>off-line</em>. Isso permite dar o mesmo peso a cada ideia, independentemente da data em que foi guardada.</li><li>Estabelecer um prazo para você. Para evitar a tentação de analisar excessivamente um pensamento, tente usar uma data limite para se dedicar a ele. Isso pode ajudar a esvaziar a cabeça e avaliar com maior rapidez se vale a pena guardar determinada ideia para ser analisada com maior profundidade mais tarde.</li><li>Fazer anotações mais curtas. Uma  maneira de não perder o pensamento e focá-lo em seu conceito principal é usar palavras-chave para identificar o contexto da ideia e o porquê ela é interessante, utilizando essas chaves para recuperá-las mais tarde.</li></ul>



<p>O quarto passo indicado para a não obviedade é ser pensativo, ou seja, dedicar um tempo para a reflexão. O mundo atual parece exigir respostas imediatas a cada estímulo. Mas, muitas vezes, é preciso parar e considerar os pensamentos divergentes a respeito do assunto. Faz-se necessário buscar várias fontes para a mesma história visando construir uma perspectiva mais ampla. Ser um analista mais aprofundado das situações observadas está baseado nas seguintes atitudes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Esperar um pouco. Dedicar um tempo para avaliar uma opinião é melhor do que dar a primeira resposta que vem à cabeça. Pode, inclusive, lapidar a forma de expressão, evitando gafes e ofensas.</li><li>Escrever e depois reescrever. O processo de editar as próprias ideias pode ser trabalhoso, mas propicia a lapidação do pensamento. Sempre fui muito rápida em dar retornos quando questionada, e posso testemunhar um acréscimo na qualidade quando me permiti redigir minhas respostas a e-mails, por exemplo, e deixá-las no rascunho por um tempinho (nem que fosse 1 hora) para depois corrigi-las e enviá-las.</li><li>Acolher as pausas. Significa não ter medo do silêncio. Quando se usa as pausas de maneira eficiente, se enfatiza os pontos que realmente queremos que as pessoas escutem e damos um tempo a nós mesmos para articularmos o pensamento.</li></ul>



<p>O quinto <em>mindset</em> dos pensadores não óbvios é ser elegante, ou seja, criar ideias simples e bonitas. Ter em mente que simplicidade é fundamental para soar elegante em como nos expressamos. Quando eliminamos palavras desnecessárias destilamos as ideias e as tornamos mais fáceis de entender. Para pensar com mais elegância, é necessário:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ser breve. Usar o mínimo de palavras possível para explicar a ideia a um leigo de forma a fazer sentido para ele.</li><li>Usar linguagem poética. Poetas usam metáforas, imagens, aliterações e outras ferramentas para expressar emoção e significado em sua escrita. Tirar seu texto do lugar comum ajuda a burilar sua ideia.</li><li>Fragmentar. Desmembrar um argumento ou uma situação complexa em seus componentes mais relevantes ajuda-nos a entendê-los ou explicá-los a outras pessoas.</li></ul>



<p>O futuro será benéfico às pessoas que estiverem preparadas para enxergar o que os outros não veem, sendo capazes de identificar e explorar tendências. Para isso, temos que sair do modo automático nas experiências do dia a dia, possibilitando-nos aproveitar tudo que as abordagens não convencionais possam nos trazer, ou seja, permitindo-nos a reparar  no não óbvio.</p>



<p>Quer desenvolver suas habilidades de forma a fomentar suas percepções do que não é evidente para todos?</p>



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		<title>Como você vê o futuro?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2021 12:10:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na sua visão, como será o futuro? Assustador como um filme distópico ou cor de rosa como o final de um conto de fadas? Podemos concordar que nosso mundo é caótico e agora reconhecido pelo anacrônimo BANI: frágil (“brittle” em inglês), ansioso, não linear e incompreensível.  E, além disso, as mudanças constantes e velozes são...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na sua visão, como será o futuro? Assustador como um filme distópico ou cor de rosa como o final de um conto de fadas?</p>



<p>Podemos concordar que nosso mundo é caótico e agora reconhecido pelo anacrônimo BANI: frágil (“<em>brittle”</em> em inglês), ansioso, não linear e incompreensível.  E, além disso, as mudanças constantes e velozes são  características marcantes desse novo tempo. </p>



<p>Existem muitas pessoas trabalhando em várias
iniciativas para desbravar novas fronteiras para os seres humanos. Essas
iniciativas tomam um rumo transformador para a humanidade quando várias delas
convergem ao mesmo tempo, como foi o caso do surgimento da internet. O futuro
como o conhecemos através da ficção científica está mais perto do que
imaginamos, segundo relatos de Peter Diamandis e Steven Kotler em seu livro “O
Futuro é Mais Rápido do que Você Pensa”, o qual recomendo.</p>



<p>Segundo os autores, a aceleração das mudanças é resultado do crescimento exponencial da potência computacional (computadores quânticos já são uma realidade) e de tecnologias que se utilizam umas das outras. Esse aumento da capacidade de processamento dos computadores incita a concretização de tecnologias como inteligência artificial, aprendizado das máquinas, realidade virtual, impressão em 3D, só para citar algumas. Essas tecnologias quando convergem permitem a criação de várias outras novidades como carros voadores, <em>marketplaces</em> e robôs, por exemplo.</p>



<p>Além dos fatores citados acima, os autores reconhecem a existência de 7 forças que amplificam ainda mais o ritmo das inovações:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Velocidade. Ocorre quando as tecnologias materializam um ganho de tempo para seus usuários. Exemplo: ida à biblioteca para pesquisar um assunto X utilização do Google.</li><li>Capital. Se há investimento, as inovações ocorrem mais rapidamente e hoje existe uma abundância de capital de risco disponível para empreendedores utilizarem nas novidades tecnológicas.</li><li>Desmonetização. Na medida em que as tecnologias avançam, elas se tornam mais baratas. Em 2001 sequenciar o genoma humano custava US$100 milhões, hoje o custo é de US$100. Câmeras digitais e GPS’s vêm de brinde nos <em>smart phones, </em>o que era impensável quando da sua invenção. A energia solar está ficando gradativamente mais barata e assim por diante&#8230;</li><li>Mais gênios. Em tempos passados, gênios como Leonardo da Vinci e Albert Einstein tinham que ter a sorte de poder estudar em grandes cidades para aflorar e expor o seu trabalho ao mundo. No presente, graças à conectividade, mais e mais gênios de diversos lugares do planeta estão inseridos no jogo para, com sua criatividade, ajudar a acelerar o futuro.</li><li>Conectividade. Hoje, aproximadamente metade da espécie humana ainda não está conectada à internet. Já imaginou o universo de possibilidades quando mais e mais pessoas puderem acessar a rede mundial? As previsões dizem que toda a humanidade estará conectada em apenas 10 anos!</li><li>Novos modelos de negócio. Além da inovação dos produtos e serviços em si, os sistemas e processos utilizados pelas empresas para gerar valor também estão mudando: os efeitos de rede produzem novas plataformas em tempo recorde, a utilização de <em>bitcoin</em> e do <em>blockchain</em> vem inovando o sistema financeiro e muitas novidades ajudam a alavancar novos negócios.</li><li>Extensão da vida humana. A quantidade de tempo em que os humanos vivem pode aumentar drasticamente em breve. A consequência disso é uma mudança na forma de vivermos e pensarmos. Voltaremos a esse tópico mais adiante neste artigo. </li></ol>



<p>Imagine todas essas 7 forças convergindo e atuando no
presente. Bem-vindo, pois isto é o que está acontecendo neste exato momento,
enquanto você lê este texto.</p>



<p>O avanço tecnológico promoverá o aumento da mobilidade humana através de carros autônomos ou trens altamente tecnológicos. Mas, ao mesmo tempo, milhares de motoristas de Uber perderão os empregos, eliminando uma das soluções para a extinção de outros empregos hoje existente. Isso quer dizer que cada avanço terá consequências positivas e negativas.</p>



<p>O futuro das compras já está sinalizado: a maioria das pessoas não frequentará lojas ou shopping centers, em vez disso, fará suas compras digitalmente por dispositivos móveis no conforto de seus lares. A introdução da inteligência artificial no varejo vai revolucionar seu funcionamento, tornando-o mais barato, rápido e eficiente, além de redefinir a experiência de fazer compras, chegando no limite da sua inteligência artificial comprar por você! Por outro lado, teremos a eliminação de muitos postos de trabalho neste processo.</p>



<p>O futuro também chegará para uma área em que mudanças têm ocorrido mais lentamente: a educação.  Numa experiência feita em duas aldeias etíopes remotas foram entregues às crianças pequenas, que não sabiam ler e escrever, caixas lacradas com carregadores solares e <em>tablets</em> com jogos lúdicos básicos, filmes educativos, livros e coisas afins. Ninguém recebeu instruções. Em 4 minutos, uma das crianças não só abriu a caixa, mas descobriu o botão de liga-desliga do <em>tablet</em> e o ligou! Cinco dias depois estavam usando 47 aplicativos infantis por dia. Em 2 semanas, cantando canções de alfabetização ensinadas pelos aplicativos e cinco meses depois dominavam o Android. Isso mostra que aprender ler e escrever utilizando o computador como professor é viável e deve ser o embrião de uma revolução na educação. Além disso, a utilização da inteligência artificial e da realidade virtual trarão experiências de aprendizado mais aprofundadas, pois oferecerão a vivência ao aluno, como visitas virtuais ao interior das pirâmides ao invés de simplesmente ler a respeito, por exemplo. </p>



<p>As inovações no ramo de medicina e saúde estão atingindo níveis que tendem a nos levar a uma longevidade inimaginada anteriormente. Existe uma manchete do “Jornal do Commércio” de Manaus em 02 de janeiro de 1.904 que relata: “O ônibus entrou na casa humilde e foi apanhar a velhinha de 42 anos”. Espantado? Não estaria se soubesse que a expectativa de vida na virada para o século XX era de 40 anos.  A evolução da ciência aumenta a longevidade humana: pensarmos em vidas centenárias no futuro não é algo fora de contexto e isso influencia a forma de encararmos nossa existência, nosso propósito, além do trabalho.</p>



<p>A espécie humana é geneticamente programada para ser migratória. Nos últimos 70 mil anos, saímos da África, subimos montanhas, atravessamos florestas e cruzamos os oceanos para habitar cada canto do planeta. Os movimentos foram primordialmente motivados pela fuga de algum perigo ou pela procura de melhores condições de vida. Segundo os autores citados, estudos mostram que essa necessidade de migrar também é um acelerador da inovação. O livro enfatiza que neste século a humanidade está prestes a testemunhar massivos movimentos migratórios ou cruzar novas fronteiras como habitar outros planetas, viver em mundos virtuais, migrar para um corpo ou consciência que vive centenas de anos ou até mesmo se conectar numa espécie de cérebro coletivo onde nossos pensamentos serão compartilhados com outras mentes.</p>



<p>Verificamos aqui apenas algumas possibilidades para o futuro, vislumbrando o que pode acontecer num espaço de tempo talvez não tão longínquo. Como vimos, o porvir pode ser bom ou ruim, mas ele é inevitável e chega rápido. Temos que agir agora como agentes da mudança, visando influenciar o amanhã de maneira positiva, maximizando o que há de melhor e minimizando os riscos. Pensemos, por exemplo, nas mudanças climáticas: ações são necessárias no presente para delinearmos um futuro satisfatório e isso envolve não apenas saber lidar com o planeta de forma sustentável, mas também utilizar soluções inovadoras e disruptivas para evitarmos as catástrofes. Como disse Peter Drucker, “a maneira mais fácil de prever o futuro é criá-lo”. </p>



<p>Além disso, é óbvia a necessidade de termos uma mente curiosa para aprender a vida inteira, pois a cada momento, um novo mundo se apresentará e teremos de saber lidar com as novidades para sobreviver. </p>



<p>Quer aprofundar seu entendimento do passado e atuar no presente para delinear seu futuro e potencializar sua capacidade de aprender a vida inteira?</p>



<p>Entre em contato:</p>



<p><a href="http://www.humanagente.com.br/">www.humanagente.com.br</a></p>



<p>whatsapp: (11) 99851-1275</p>
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		<title>Você está preparado para o futuro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[humanagente]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2019 14:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[soft skills]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa das épocas mais dinâmicas da história da humanidade, nos deparamos com um futuro cheio de automatização, digitalização e conexão. Já em 2020 teremos 200 bilhões de dispositivos conectados no planeta. A robótica e a inteligência artificial serão cada vez mais uma realidade abrangente. A internet das coisas se desenvolve a passos largos. Sensores, algoritmos,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Numa das épocas mais dinâmicas da
história da humanidade, nos deparamos com um futuro cheio de automatização,
digitalização e conexão. Já em 2020 teremos 200 bilhões de dispositivos
conectados no planeta. </p>



<p>A robótica e a inteligência
artificial serão cada vez mais uma realidade abrangente. A internet das coisas
se desenvolve a passos largos. Sensores, algoritmos, realidade virtual,
aprendizagem das máquinas, drones, impressão 3D, big data &amp; analytics,
engenharia genética, web semântica: tudo isso será banal daqui a um curto
espaço de tempo.</p>



<p>A alta performance passa a ser um
pré-requisito e adaptações às mudanças uma questão de sobrevivência. Como já
dizia Charles Darwin, “As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem
as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças”.</p>



<p>Há estatísticas que podem assustar:
47% dos empregos hoje existentes vão desaparecer nos próximos 25 anos e 65% dos
alunos do ensino básico vão trabalhar em profissões que ainda não existem no
momento!</p>



<p>A transformação é exponencial e tudo
que puder ser automatizado será! O que não puder ser digitalizado ou
automatizado se tornará extremamente valioso: criatividade, imaginação, intuição,
emoção e ética. </p>



<p>Você está alheio, conformado ou
se preparando para esse futuro que chega cada vez mais rápido? Que competências
devem ser desenvolvidas? As competências de relacionamento humano serão o diferencial.</p>



<p>As competências chamadas “soft
skills” terão prioridade, pois é aí que as máquinas terão pouco
desenvolvimento. São atributos comportamentais
e de relacionamento interpessoal, subjetivos e intangíveis: comunicação,
empatia, liderança, resiliência, construção de times, inteligência emocional, dentre
outras.</p>



<p>E tudo começa com o
autoconhecimento: quanto mais informações de si os profissionais tiverem,
melhor será a administração do seu comportamento. Conhecer seus pontos fortes e
fracos, avaliar o que precisa ser fortalecido ou aprimorado é fundamental para
se preparar para o futuro.</p>



<p>Quer se conhecer melhor? Marque
uma conversa.</p>



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